Segundo O Globo, o Brasil enfrenta um ambiente comercial global cada vez mais desafiador em 2026. Além disso, a política tarifária agressiva dos Estados Unidos, somada ao protecionismo crescente em diversos países e ao conflito envolvendo o Irã, cria um cenário de imprevisibilidade para os exportadores brasileiros. Apesar disso, especialistas consultados pelo jornal avaliam que o país pode se sair relativamente melhor do que outros exportadores, embora haja divergências sobre a manutenção do ritmo de crescimento observado no ano anterior.
De fato, o desempenho recente tem sido positivo: até fevereiro, as exportações cresceram 14,5%, com saldo de US$ 7,2 bilhões na balança comercial. Da mesma forma, em 2025, as vendas externas totalizaram US$ 348,7 bilhões, com superávit de US$ 68,3 bilhões. Por outro lado, para 2026, o Ministério do Desenvolvimento projeta exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto consultorias privadas trabalham com estimativas mais conservadoras.
Nesse contexto, o jornal destaca que a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas adicionais de 40% impostas por Trump representa alívio para cerca de US$ 14,6 bilhões em exportações brasileiras. Além disso, a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para maio, é vista como a principal vitória da estratégia de diversificação de parceiros comerciais. Por conseguinte, setores como agronegócio, petróleo e mineração devem se beneficiar mais rapidamente, enquanto a indústria enfrenta desafios estruturais de competitividade.
📊 Número do Dia
—
Por que isso importa
De fato, a análise do O Globo revela como o Brasil navega entre riscos e oportunidades no comércio internacional. Portanto, para o leitor brasileiro, é fundamental compreender que, apesar dos números positivos recentes, o país mantém participação relativamente pequena no comércio mundial devido a gargalos de infraestrutura e competitividade industrial. Dessa forma, a diversificação de parceiros comerciais e a implementação do acordo com a União Europeia representam apostas estratégicas para reduzir a dependência do mercado americano, mas o sucesso dependerá da capacidade do país de superar desafios estruturais internos.












