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Petrobras cai 7% com reabertura do Estreito de Ormuz

Preço do petróleo despenca 9% após Irã declarar passagem marítima estratégica completamente aberta para navegação
Trader preocupado observa monitor com gráfico da Petrobras mostrando queda de 7,2% no pregão da bolsa B3
A Petrobras registrou queda de aproximadamente 7% na sexta-feira (18), pressionada pela reabertura do Estreito de Ormuz e pela consequente queda de 9% no preço do petróleo Brent, que caiu abaixo de US$ 90 o barril, segundo o Rio Times.

A Petrobras sofreu uma das maiores quedas do dia na bolsa brasileira, com desvalorização de cerca de 7%, após o Irã declarar o Estreito de Ormuz “completamente aberto” para navegação. O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, por onde passa cerca de um terço de todo o petróleo transportado por navios no mundo — imagine um gargalo por onde precisa passar boa parte da energia global. Quando essa rota é bloqueada ou ameaçada, o preço do petróleo dispara; quando reabre, o preço despenca.

O petróleo tipo Brent (referência internacional para precificação) caiu 9% e fechou abaixo de US$ 90 por barril, enquanto o WTI (referência americana) atingiu US$ 83 durante o pregão, conforme reportado pelo Rio Times. A queda abrupta nos preços do petróleo afeta diretamente a Petrobras porque reduz a receita esperada da empresa com a venda de cada barril extraído — é como se um produtor de café visse o preço do seu produto cair 9% de um dia para o outro.

O movimento ocorre em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã. O presidente Trump afirmou que um acordo está próximo e que o Irã suspenderia seu programa nuclear, enviando 441 kg de urânio aos EUA. Teerã, por sua vez, declarou que “nada está certo ainda”, segundo a mesma fonte. A volatilidade geopolítica no Oriente Médio costuma ter impacto direto nos preços globais de energia, afetando desde o custo do combustível no posto até a rentabilidade de petroleiras como a Petrobras.

O Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira, que reúne as ações mais negociadas) fechou em 195.733 pontos, queda de 0,55% — a terceira sessão consecutiva de perdas. A título de comparação, enquanto a bolsa brasileira recuava, o real se fortaleceu frente ao dólar, movimento típico quando há alívio em tensões que afetam commodities (produtos básicos como petróleo, minério e soja).

Para investidores em Petrobras, a queda representa perda imediata de valor de mercado. Para o cidadão brasileiro, a redução no preço internacional do petróleo pode, em teoria, levar a quedas futuras nos preços dos combustíveis nas bombas — embora esse repasse dependa de decisões da própria Petrobras e da política de preços do governo.

📊 Número do Dia

7% , Queda das ações da Petrobras após reabertura do Estreito de Ormuz e colapso de 9% no preço do petróleo Brent

Por que isso importa

A Petrobras representa cerca de 10% do Ibovespa e é a maior empresa brasileira em valor de mercado. Quedas bruscas em suas ações afetam milhões de investidores individuais e fundos de pensão. Além disso, a volatilidade do petróleo impacta diretamente a inflação brasileira (via preços de combustíveis e transporte) e as contas públicas, já que a União é acionista majoritária da estatal e depende de seus dividendos.


Fonte original: https://www.riotimesonline.com/latin-american-pulse-for-saturday-april-18-2026/

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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