O Brasil marca presença pela 22ª vez na ProWein Düsseldorf, uma das principais feiras mundiais do setor vitivinícola, segundo a ApexBrasil. Dessa forma, sete empresas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina — Aurora, Casa Valduga, Cata Terroirs, Miolo, Nova, Pizzato e Salton — representam o país no evento que reuniu 42 mil visitantes de 128 países em 2025.
Os números da edição anterior revelam o potencial comercial da feira: por exemplo, as vinícolas brasileiras fecharam negócios diretos de US$ 440 mil durante o evento e, além disso, projetaram US$ 3,48 milhões em vendas nos 12 meses seguintes, conforme dados do Consevitis-RS. Portanto, dos 172 contatos estabelecidos, 56% eram novos potenciais clientes, indicando oportunidades de expansão em mercados ainda inexplorados.
A título de comparação, o Brasil ainda é um player modesto no mercado global de vinhos. Enquanto países como Chile e Argentina exportaram US$ 1,8 bilhão e US$ 1 bilhão em vinhos em 2024, respectivamente, por outro lado, o Brasil busca consolidar nichos específicos, com destaque para espumantes reconhecidos internacionalmente. Contudo, a Alemanha, embora não figure entre os mercados prioritários brasileiros, mantém importações regulares e representa uma porta de entrada estratégica para o mercado europeu.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, recentemente firmado, pode alterar esse cenário. De fato, as medidas previstas tendem a reduzir barreiras tarifárias e facilitar o acesso de vinhos brasileiros ao bloco europeu, segundo Rafael Romagna, gestor do projeto Wines of Brazil. Por conseguinte, a ProWein funciona como plataforma para antecipar essas oportunidades, conectando produtores brasileiros a importadores de mercados estratégicos antes mesmo da plena implementação do acordo.
📊 Número do Dia
US$ 3,48 milhões — Expectativa de negócios gerados nos 12 meses seguintes à ProWein 2025 pelas vinícolas brasileiras participantes
Por que isso importa
Para as vinícolas brasileiras, a feira representa acesso qualificado a compradores internacionais em um momento estratégico: ou seja, o acordo Mercosul-UE pode reduzir tarifas de importação no bloco europeu, tornando assim o vinho brasileiro mais competitivo. Sobretudo para o setor exportador nacional, a participação continuada desde 2004 consolida a imagem do Brasil como produtor de qualidade, especialmente em espumantes, abrindo por isso caminho para diversificação de mercados além dos tradicionais destinos latino-americanos.
Fonte original: ApexBrasil












