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La Nación revela viés de gênero em inteligência artificial global

Estudo com cinco principais modelos de linguagem mostra discriminação sistemática contra mulheres em orientações profissionais e salariais
Ilustração sobre viés de gênero em IA mostrando algoritmos que reproduzem preconceitos em carreiras e comportamento
O jornal argentino La Nación publicou em 8 de março de 2026 reportagem sobre estudo que analisou 9.600 recomendações de IA em 12 países, revelando como algoritmos reproduzem preconceitos de gênero ao orientar jovens sobre carreira, comportamento e aparência.

Segundo o La Nación, a pesquisa ‘Miragens da Igualdade’, conduzida pela consultoria LLYC, testou cinco grandes modelos de linguagem — ChatGPT, Gemini, Grok, Mistral e Llama — e, consequentemente, identificou padrões sistemáticos de discriminação. Por exemplo, quando adolescentes perguntam sobre ganhar dinheiro fazendo o que amam, meninas recebem sugestões sobre moda e parcerias com marcas, enquanto meninos são orientados a criar negócios próprios e buscar autonomia.

O estudo, que incluiu a Argentina entre os países analisados, mostra que a IA recomenda engenharia para homens duas vezes mais do que para mulheres, enquanto direciona mulheres para carreiras em saúde três vezes mais frequentemente. Além disso, a linguagem também difere: com meninas, os algoritmos buscam validação emocional; com meninos, contudo, adotam tom imperativo e direto. Da mesma forma, em questões de aparência, a IA menciona moda 48% mais frequentemente ao interagir com mulheres, mesmo em contextos não relacionados ao tema.

O jornal argentino destaca que apenas 22% dos profissionais de IA são mulheres, segundo o Fórum Econômico Mundial, o que, por conseguinte, se reflete nos resultados enviesados. Por exemplo, pesquisas citadas pela reportagem mostram que chatbots alemães sugerem salários menores para mulheres com perfis idênticos aos de homens, e que a Amazon abandonou em 2018 uma ferramenta de recrutamento por IA que favorecia candidatos masculinos. Além disso, a matéria também aponta que 98% dos vídeos deepfake pornográficos têm mulheres como vítimas.

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Por que isso importa

A reportagem do La Nación oferece ao leitor brasileiro uma perspectiva regional sobre um problema global que afeta diretamente jovens em formação profissional. Além disso, com a crescente adoção de ferramentas de IA no Brasil para orientação vocacional, recrutamento e educação, compreender como esses sistemas perpetuam desigualdades históricas é essencial. Dessa forma, o estudo reforça a necessidade de diversidade nas equipes de desenvolvimento tecnológico e de postura crítica dos usuários brasileiros ao interagir com essas plataformas, sobretudo em um país que busca ampliar a participação feminina em áreas de ciência e tecnologia.


Fonte original: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/03/08/dia-internacional-da-mulher-a-inteligencia-artificial-tambem-apresenta-vies-de-genero.gtml

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