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terça-feira, 25 de agosto de 2026 Brasil

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Brasil e EUA marcam reunião sobre tarifas comerciais

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, se reunirão virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, para discutir as tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.

Brasil e EUA marcam reunião para segunda-feira (31) para negociar tarifas que atingem US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Entenda o impacto.

Brasil e Estados Unidos retomam o diálogo comercial após telefonema entre os presidentes Lula e Trump na última sexta-feira (21). A conversa, que durou cerca de uma hora e 20 minutos, abriu um novo canal de negociação em meio à disputa provocada pelas sobretaxas norte-americanas. O encontro entre os ministros foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento à Agência Brasil.

Em julho, os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros — incluindo ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol e maquinário agrícola. Posteriormente, uma taxa adicional de 12,5% foi aplicada sob a alegação de que o Brasil não impede adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. No total, as tarifas atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, segundo levantamento do Mdic.

O que motivou as tarifas

O governo norte-americano justificou as medidas citando questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, o sistema de pagamentos Pix, etanol e importações associadas a trabalho forçado. Durante a ligação com Trump, o presidente Lula defendeu que essas justificativas são infundadas e que as tarifas prejudicam ambos os países. É como se dois vizinhos que sempre trocaram ferramentas começassem a cobrar aluguel um do outro — no fim, os dois saem perdendo.

Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais e sinalizou abertura para o diálogo. O Brasil já havia acionado o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC), argumentando que as tarifas são inconsistentes com as regras internacionais. Os EUA aceitaram participar das consultas no âmbito da OMC, segundo a Agência Brasil.

Comparação internacional

A situação brasileira não é isolada. O Canadá, por exemplo, anunciou recentemente tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos em resposta a medidas similares impostas por Washington. A diferença é que, na relação comercial entre Brasil e EUA, os norte-americanos são superavitários — ou seja, vendem mais ao Brasil do que compram. Isso fortalece a posição negociadora brasileira, já que eventuais retaliações podem afetar mais empresas americanas do que brasileiras.

📊 Número do Dia

US$ 6,6 bilhões — Valor das exportações brasileiras atingidas pelas tarifas norte-americanas de até 37,5%

Por que isso importa

Para o exportador brasileiro, as tarifas encarecem produtos nacionais no mercado americano, reduzindo competitividade e podendo resultar em perda de contratos e empregos. Para o cidadão, a disputa comercial pode afetar setores como siderurgia, calçados e agronegócio, com impacto na renda de trabalhadores dessas cadeias. Para o investidor, a reunião sinaliza disposição de ambos os lados para negociar, o que pode reduzir incertezas e volatilidade em setores expostos ao comércio exterior.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/brasil-e-eua-definem-data-de-reuniao-para-discutir-tarifaco