Você sabia que existe um tipo de empréstimo que é descontado automaticamente do seu salário, igual ao desconto do INSS? Por exemplo, é o crédito consignado, uma modalidade que funciona como se fosse um débito automático na sua conta corrente, só que direto na folha de pagamento.
Por que isso afeta o seu bolso?
O crédito consignado é como aquele desconto fixo que você já tem todo mês – tipo plano de saúde ou vale-refeição. Contudo, a diferença é que você escolhe contratar esse ‘desconto’ para receber uma grana na hora.
Comparação de Modalidades de Crédito
| Modalidade | Taxa de juros média mensal | Exemplo: R$ 10.000 em 12 meses | |
|---|---|---|---|
| Crédito Consignado | 1,8% a 2,5% | 12x de R$ 930 = R$ 11.160 total | |
| Financiamento Pessoal | 3% a 8% | 12x de R$ 1.100 = R$ 13.200 total | |
| Cartão de Crédito | 12% a 15% | 12x de R$ 1.800 = R$ 21.600 total | |
| Cheque Especial | 8% a 12% | Sem parcelamento fixo | Juros diários acumulados |
Dessa forma, a grande vantagem é que as taxas de juros são bem menores que as do cartão de crédito ou cheque especial. Imagine que você precisa de R$ 10.000 para reformar a casa. No cartão, você pagaria cerca de 15% ao mês de juros. Em contrapartida, no consignado, essa taxa cai para cerca de 2% ao mês.
No entanto, tem o outro lado da moeda: uma vez contratado, esse desconto vai acontecer religiosamente todo mês, igual conta de luz. Ou seja, não tem como ‘pular’ uma parcela se o dinheiro estiver apertado.
Como funciona na prática?
Funciona assim: você pega emprestado R$ 10.000 para pagar em 60 parcelas de R$ 300. Portanto, esse valor é descontado direto do seu salário antes mesmo de cair na sua conta. É como se a empresa onde você trabalha fosse o ‘Nubank’ fazendo o desconto automático.
Quem pode contratar? Por exemplo, funcionários públicos, aposentados do INSS, pensionistas e funcionários de empresas privadas que tenham convênio com bancos para esse tipo de empréstimo.
Além disso, o limite é de até 35% da sua renda líquida (o que sobra depois dos descontos obrigatórios). Assim, se você ganha R$ 3.000 líquidos, pode comprometer até R$ 1.050 do seu salário com consignado.
O que acompanhar
Antes de assinar qualquer coisa, compare as taxas de diferentes bancos. De fato, a diferença pode ser significativa – alguns cobram 1,8% ao mês, outros podem chegar a 2,5%.
Cuidado com o prazo: quanto mais tempo para pagar, menor a parcela, mas maior o valor total dos juros. É como financiar um carro – ou seja, parcelas pequenas hoje significam pagar muito mais amanhã.
Sobretudo, lembre-se: o consignado pode ser um alívio para emergências ou para quitar dívidas mais caras (como cartão de crédito). Contudo, nunca deve virar um vício. Afinal, você estará comprometendo seu salário futuro.
Por conseguinte, a regra de ouro é simples: use apenas quando realmente precisar e sempre dentro do seu orçamento mensal.












