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Exportações brasileiras de rochas crescem 17,5% em 2025

Setor fatura US$ 1,5 bilhão no ano, com Estados Unidos liderando compras e China em segundo lugar
Gráfico mostra crescimento das exportações brasileiras de rochas naturais em 17,5%, totalizando US$ 1,5 bilhão em 2025
O Brasil exportou US$ 1,5 bilhão em rochas naturais em 2025, crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior, segundo a ApexBrasil. O país ampliou sua presença internacional de 125 para 132 destinos.

O Brasil vendeu US$ 1,5 bilhão em rochas naturais para o exterior em 2025, ou seja, um crescimento de 17,5% em relação a 2024. Para entender a dimensão desse número: é como se o setor de rochas — que inclui granito, mármore e quartzito usados em pisos, bancadas e revestimentos — tivesse faturado o equivalente a cerca de R$ 8 bilhões com vendas internacionais (considerando o câmbio médio do período). Além disso, segundo dados da ApexBrasil, agência governamental que promove exportações brasileiras, o país ampliou sua presença de 125 para 132 países compradores, evidenciando, dessa forma, a diversificação dos destinos.

A China consolidou-se como o segundo maior comprador de rochas brasileiras, importando US$ 260,1 milhões em 2025, o que representa 17,5% de todas as vendas externas do setor. Contudo, os Estados Unidos seguem na liderança absoluta, com US$ 795 milhões (53,6% do total), enquanto a Itália aparece em terceiro lugar, com US$ 117,7 milhões (7,9%), registrando salto expressivo de 42,2% no período. Por outro lado, a Índia — outro grande exportador global de rochas — tem na China um mercado ainda mais estratégico, destinando cerca de 30% de suas exportações ao país asiático, segundo dados do setor.

O desempenho das vendas para a China vem, de fato, em trajetória ascendente: de US$ 154,9 milhões em 2021 para US$ 260,1 milhões em 2025. O granito responde por 57,5% das vendas ao mercado chinês (US$ 149,5 milhões), seguido pelo quartzito, com 24,2% (US$ 62,9 milhões), e pelo mármore, com 11,9% (US$ 30,9 milhões). Portanto, esses materiais são extraídos principalmente no Espírito Santo, que concentra 80% das exportações brasileiras do setor e lidera as vendas para a China com US$ 141,7 milhões (54,6% do total). Minas Gerais vem em segundo, com US$ 56,3 milhões (21,7%), e o Ceará surpreendeu com US$ 25,8 milhões, registrando, assim, crescimento de 309,6% em relação a 2024.

Presença ampliada na maior feira asiática

Entre 16 e 19 de março de 2026, 22 empresas brasileiras ocuparão um pavilhão de 555 m² na Xiamen Stone Fair, na China, a maior feira de rochas da Ásia. O evento reúne mais de 2 mil expositores em 191 mil metros quadrados e espera 150 mil visitantes — dimensão que ilustra a importância estratégica do mercado asiático para o setor. Visto que a participação brasileira é organizada pela Centrorochas (associação do setor) em parceria com a ApexBrasil, ela representa aumento em relação à edição anterior, quando o país levou 20 empresas.

A delegação brasileira inclui cerca de 70 representantes, entre empresários e executivos. Por exemplo, quatro empresas participam pela primeira vez: BMG Group Stone, Calvi Granitos, MGA e Terlos. O pavilhão foi projetado pelo arquiteto brasileiro Rômulo Pegoretti com conceito inspirado na brasilidade, incluindo um Café Brazil que utiliza quartzitos brasileiros — o Verdant (verde intenso) e o Red Xangô (vermelho profundo) — para demonstrar a diversidade estética das mais de 1.200 variedades de rochas catalogadas no país.

A programação inclui a presença do embaixador do Brasil na China, Alan Sellos, e também a visita de cerca de 80 arquitetos da China Stone Association, reforçando, por conseguinte, o diálogo entre a indústria brasileira e especificadores — profissionais que escolhem os materiais em projetos de arquitetura e design — do mercado asiático.

📊 Número do Dia

US$ 260,1 milhões — Valor das exportações brasileiras de rochas naturais para a China em 2025, segundo maior destino do setor

Por que isso importa

Para as empresas do setor, a China representa uma oportunidade de diversificação de mercados e redução da dependência dos Estados Unidos, que ainda concentram mais da metade das vendas. Sobretudo para o Brasil, o crescimento das exportações de rochas naturais — produto de alto valor agregado — contribui para a balança comercial (diferença entre exportações e importações) e gera empregos em estados como Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará. Finalmente, para o investidor, o setor demonstra resiliência e capacidade de expansão internacional mesmo em cenário de incertezas globais, com presença ampliada de 125 para 132 países em apenas um ano.


Fonte original: ApexBrasil

Foto de Vitor Ribeiro

Vitor Ribeiro

Jornalista especializado em comércio internacional e economia global. Cobre as exportações brasileiras, o agronegócio e as relações comerciais do Brasil com o mundo. No Correio Capital, assina as seções Comércio Global e Brasil no Mundo.
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