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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Ataques cripto expõem o limite dos selos de auditoria

Projetos cripto perderam US$ 1,18 bilhão em 107 ataques no terceiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Hacken noticiado pela CoinDesk em 18 de outubro. A empresa de segurança aponta uma distância entre o alcance das auditorias e a proteção que investidores acreditam receber.

Hacken aponta US$ 1,18 bilhão em perdas cripto no terceiro trimestre de 2026 e mostra como auditorias limitadas e correções atrasadas deixam brechas.

As perdas com ataques a projetos cripto chegaram a US$ 1,18 bilhão no terceiro trimestre de 2026, segundo levantamento da empresa de segurança Hacken relatado pela CoinDesk em 18 de outubro. O montante, distribuído por 107 incidentes, ficou 55% acima do registrado no trimestre anterior.

O dado central está na origem dos prejuízos: US$ 906,8 milhões, aproximadamente 77% do total, envolveram fornecedores ou ferramentas de desenvolvimento comprometidos, correções disponíveis não instaladas ou componentes excluídos da revisão mais recente. O agrupamento reúne falhas diferentes, mas evidencia que examinar uma parte do sistema não equivale a proteger toda a operação.

O selo tem um perímetro

Segundo a Hacken, clientes podem interpretar um selo de auditoria como avaliação de toda a plataforma, quando a revisão abrange apenas determinados contratos inteligentes, programas que executam regras predefinidas. Carteiras, sistemas que autorizam movimentações e programas de terceiros podem ficar fora desse exame, embora também deem acesso aos recursos.

Andrii Matiukhin, cofundador da Hacken, disse à CoinDesk que ampliar a análise para todos os componentes que interagem com os fundos custa caro. Segundo ele, equipes acabam restringindo o trabalho às partes consideradas críticas. A economia na abrangência deixa dependências sem avaliação: um serviço examinado continua exposto se outro componente necessário à movimentação dos ativos for comprometido.

Revisão não substitui manutenção

Há também uma diferença entre identificar um problema e resolvê-lo. A Hacken aponta atrasos na instalação de correções conhecidas, inclusive quando redes utilizam o mesmo software e o atualizam em momentos distintos. Uma correção disponível só protege o sistema depois de aplicada. Nesse caso, a barreira não é necessariamente descobrir a falha, mas executar a manutenção.

Para quem acompanha criptoativos, inclusive no Brasil, o resultado ajuda a interpretar o significado de uma plataforma auditada. O alcance da revisão importa mais que a simples presença do selo. Uma auditoria pode contribuir para reduzir riscos, mas seu valor depende dos componentes examinados e da resposta posterior da empresa: se partes relevantes ficam de fora ou correções não são instaladas, a proteção permanece incompleta.

🪙 Número do Dia

77% : Parcela das perdas com ataques cripto no terceiro trimestre de 2026 ligada a fornecedores comprometidos, correções não instaladas ou componentes fora da revisão mais recente, segundo a Hacken.

Por que isso importa

Um selo de auditoria não significa que toda a infraestrutura foi examinada. O levantamento mostra por que a abrangência da revisão e a instalação de correções são essenciais para avaliar a proteção dos recursos.


Fonte original: https://www.coindesk.com/tech/2026/10/18/crypto-audits-give-investors-false-sense-of-security-as-q3-hacks-cost-usd1-18-billion-hacken-says