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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Voto vale como prova de vida automática do INSS

O voto no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25 de outubro), vale como prova de vida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a Folha de S.Paulo, o registro eleitoral permite a atualização automática, válida por 12 meses, sem ida ao banco.

Voto no segundo turno vale como prova de vida do INSS por 12 meses. Cruzamento de dados pode evitar deslocamentos e reduzir custos para os beneficiários.

A possibilidade está prevista na portaria 1.408, de fevereiro de 2022. Desde janeiro de 2023, o INSS verifica se os beneficiários estão vivos por meio do cruzamento de bases de dados, em vez de exigir o comparecimento anual ao banco. Segundo a Folha de S.Paulo, a participação nas eleições de 2024 já foi utilizada para essa validação.

Uma comprovação, sem repetir o deslocamento

O mecanismo aproveita uma informação produzida em outro serviço público. O INSS consulta os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhece a participação como comprovação de vida. Não é necessário solicitar que o voto seja considerado. A justificativa formal de ausência e as atualizações cadastrais na Justiça Eleitoral também entram nessa verificação automática.

O ganho econômico possível está em evitar uma tarefa duplicada: quem já confirmou sua presença perante a Justiça Eleitoral não precisa se deslocar novamente apenas para demonstrar que está vivo. Isso pode poupar tempo e despesas de transporte ao beneficiário, além de reduzir a necessidade de atendimento presencial para essa finalidade. A reportagem não quantifica essa economia.

Pendência não significa pagamento irregular

Ao menos 13 milhões de segurados têm a prova de vida pendente, informa a Folha. São 32,5% dos cerca de 40 milhões de segurados do instituto. A pendência indica que a confirmação ainda precisa ser feita, não que esses pagamentos sejam indevidos.

Para quem recebe uma convocação, a questão tem efeito direto sobre a renda: segundo a reportagem, o prazo é de 30 dias a partir da notificação para validar a prova e evitar o bloqueio. O procedimento pode ser realizado pelo Meu INSS ou no banco responsável pelo pagamento.

O voto, porém, não é uma exigência previdenciária. Para maiores de 70 anos que optem por não votar, o instituto continua consultando outras bases, como registros de vacinação, atendimento na rede pública de saúde e emissão de documentos. O segurado só é convocado quando o sistema não encontra registros que permitam a confirmação.

A vantagem do cruzamento de dados depende de transformar registros existentes em validação efetiva. Quando isso funciona, o controle sobre os pagamentos é preservado sem impor ao beneficiário uma comprovação repetida. Quando a confirmação não ocorre, uma alternativa acessível de regularização é decisiva para evitar que uma pendência cadastral interrompa a renda.

📊 Número do Dia

13 milhões : Ao menos esse número de segurados estava com a prova de vida pendente, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 24 de outubro de 2026.

Por que isso importa

Usar registros eleitorais para confirmar a prova de vida pode reduzir deslocamentos e custos de atendimento, preservando a verificação necessária ao pagamento dos benefícios.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/votar-no-2o-turno-das-eleicoes-vale-como-prova-de-vida-do-inss-entenda.shtml