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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Bitcoin: US$ 100 mil exigem mais que otimismo

O bitcoin pode superar US$ 100 mil até o fim de 2026, segundo a Bitwise, mas essa trajetória está longe de ser consenso. Em reportagem publicada pela CoinDesk em 18 de outubro, analistas divergem sobre a força da demanda diante da inflação e dos juros americanos.

Bitcoin acima de US$ 100 mil em 2026 divide analistas. Entenda como juros americanos e novas compras condicionam os cenários de Bitwise, LO:TECH e CoinShares.

A gestora de criptoativos Bitwise vê espaço para o bitcoin superar US$ 100 mil até o fim de 2026. A LO:TECH, empresa de negociação e dados de mercado, trabalha com uma faixa entre US$ 85 mil e US$ 95 mil. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 18 de outubro, a divergência está no prazo para a demanda vencer a pressão dos juros.

O caminho até os US$ 100 mil

Ryan Rasmussen, chefe de pesquisa da Bitwise, aponta compras institucionais por meio de fundos negociados em bolsa (ETFs) e aquisições por empresas como motores de valorização. Também cita procura por ativos percebidos como proteção contra inflação e desvalorização monetária, além de maior clareza regulatória. São fundamentos para sua projeção, não garantia de compras futuras.

O obstáculo está no custo do dinheiro. Conforme a CoinDesk, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou sua taxa básica em 0,25 ponto percentual em setembro. Os dados divulgados em 14 de outubro mostraram inflação ao consumidor de 0,6% frente ao mês anterior. Juros mais altos podem reduzir o apetite por bitcoin, ao tornar aplicações remuneradas por juros mais competitivas.

Adam Morgan McCarthy, chefe de pesquisa da LO:TECH, condiciona uma volta acima de US$ 100 mil à substituição das expectativas de alta dos juros em dezembro por uma pausa. Para isso, aponta a necessidade de alívio no petróleo e na inflação. Seu cenário depende de uma mudança nas expectativas monetárias, não apenas do interesse de longo prazo pelo ativo.

Uma arrancada não é uma alta sustentada

Há também um caminho técnico para uma subida: operadores que apostaram na queda podem precisar comprar bitcoin para encerrar suas posições. Luca Invernizzi, da Laser Digital, avalia que uma superação clara de US$ 90 mil poderia desencadear esse movimento. Essa compra encerra uma aposta anterior; não equivale necessariamente à entrada de investidores dispostos a manter o ativo.

James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, afirma que os fluxos para produtos de investimento perderam força e que ganhos sustentados exigem novas compras. O teste econômico é transformar interesse em alocação efetiva de recursos. Para quem acompanha bitcoin no Brasil, essa distinção permite separar uma possível arrancada de preço de uma recuperação apoiada por demanda persistente.

🪙 Número do Dia

US$ 85 mil a US$ 95 mil : Faixa projetada pela LO:TECH para o bitcoin até o fim de 2026, segundo a CoinDesk. É uma previsão, não uma cotação observada.

Por que isso importa

As projeções mostram que interesse institucional e expectativa de valorização não substituem compras efetivas. Juros americanos e persistência da demanda ajudam a explicar por que analistas chegam a cenários diferentes para o bitcoin.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/10/18/bitcoin-s-usd100-000-year-end-hope-divides-analysts-as-inflation-clouds-outlook