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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Binance e Coinbase: rastrear milhões não significa recuperá-los

Binance e Coinbase participaram de uma operação contra redes de golpes na África Ocidental que levou à prisão de 28 pessoas em Gana e na Nigéria. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 18 de outubro, parceiros privados identificaram mais de US$ 11 milhões em recursos que poderiam ser bloqueados.

Operação com Binance e Coinbase sinaliza mais de US$ 11 milhões para possível bloqueio. Entenda por que rastrear recursos não equivale a recuperar dinheiro.

Uma operação contra redes de golpes na África Ocidental, com participação de Binance e Coinbase, levou à prisão de 28 pessoas em Gana e na Nigéria, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, citado pela CoinDesk em reportagem de 18 de outubro. Entre as atividades investigadas estavam fraudes de investimento em criptomoedas.

Parceiros privados identificaram mais de US$ 11 milhões em recursos passíveis de bloqueio. Esse montante não representa recuperação confirmada de dinheiro. Houve também apreensões de criptomoedas, mas os participantes não divulgaram seu valor nem quais ativos estavam envolvidos. São resultados distintos: identificar recursos para possível bloqueio não equivale a apreendê-los ou devolvê-los às vítimas.

Da identificação ao bloqueio

A Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido (NCA) reuniu autoridades e empresas para atuar contra redes que miravam pessoas nos Estados Unidos, no Reino Unido e em outros países. Além das corretoras, participaram Chainalysis, Elliptic e TRM Labs, empresas de análise de blockchain, o registro compartilhado das movimentações de uma rede. Esse trabalho pode ajudar a conectar transações e fornecer pistas aos investigadores.

A Coinbase afirmou ter ajudado a rastrear recursos ilícitos, apoiar bloqueios e fornecer informações às autoridades. Segundo a empresa, foram identificadas mais de 65 vítimas com golpes em andamento e evitados mais de US$ 415 mil em perdas potenciais. Essa prevenção alegada não é dinheiro recuperado e não deve ser somada ao montante sinalizado para possível bloqueio como se ambos medissem o mesmo resultado.

A investigação também passa fora da blockchain

A dimensão da operação ultrapassou as transferências financeiras. A NCA relatou a identificação de 117 vítimas de tráfico de pessoas em Gana, que aguardavam repatriação à Nigéria. Os participantes também forneceram pistas sobre mais de 30 centros suspeitos de golpes. O rastreamento financeiro integra uma investigação mais ampla, que depende também de identificar pessoas e estruturas físicas.

Para quem acompanha criptoativos, a distinção econômica central está entre localizar valores e reparar perdas. A cooperação privada pode tornar recursos identificáveis e apoiar bloqueios, como descreveu a Coinbase. Mas sua eficácia para as vítimas dependerá de transformar essas pistas em recuperação e eventual devolução, etapas que o valor de US$ 11 milhões, isoladamente, não comprova.

🪙 Número do Dia

Mais de US$ 11 milhões : Recursos identificados por parceiros privados como passíveis de bloqueio na operação relatada pela CoinDesk em 18 de outubro de 2026, não recuperação confirmada.

Por que isso importa

A operação mostra como corretoras e empresas de análise podem apoiar investigações de golpes. Para avaliar o resultado econômico, é essencial distinguir recursos rastreados, valores bloqueados e dinheiro efetivamente devolvido às vítimas.


Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/10/14/crypto-exchanges-binance-coinbase-join-west-africa-scam-sweep-that-flagged-usd11-million