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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Bancos podem frear stablecoins pagando mais aos depositantes

Bancos podem influenciar o ritmo de expansão das stablecoins ao remunerar melhor seus depositantes. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 17 de outubro, um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS) encontrou essa relação em dados dos Estados Unidos.

Estudo do BIS associa juros maiores nos depósitos dos EUA à expansão mais lenta das stablecoins. Disputa por clientes também eleva custos para os bancos.

Os pesquisadores Rashad Ahmed e Iñaki Aldasoro analisaram dados semanais de janeiro de 2019 a junho de 2025. Segundo a CoinDesk, o trabalho considerou preços do bitcoin, rendimentos de títulos do Tesouro americano e condições financeiras mais amplas. O foco foi a relação entre juros dos depósitos bancários e crescimento das stablecoins, tokens que buscam acompanhar uma referência, como o dólar.

Uma diferença pequena nos juros, relevante na expansão

Uma alta semanal de um ponto-base, equivalente a 0,01 ponto percentual, na taxa média dos depósitos antecipou uma desaceleração do crescimento do valor de mercado das stablecoins. A expansão média em dez semanas passou de cerca de 15% para 12%. Trata-se do valor agregado desses ativos, não de sua cotação nem do volume negociado.

Na estimativa preferida pelos autores, que procura ajustar a reação dos bancos ao próprio crescimento das stablecoins, a expansão caiu para aproximadamente 6%. Os pesquisadores, porém, apontaram fragilidades nesse método. Nas duas estimativas, houve crescimento mais lento, não retração. A relação foi mais forte para o USDC, da Circle, do que para o USDT, da Tether, diferença que os autores associaram à maior ligação do USDC com usuários americanos.

Reter depósitos também tem custo

O mecanismo econômico é direto: um depósito mais bem remunerado pode reduzir o incentivo para transferir recursos a outra alternativa. Para o banco, entretanto, pagar mais significa elevar o custo de captar dinheiro. A concorrência pode beneficiar o depositante sem ser gratuita para a instituição.

A disputa tampouco implica que todo dinheiro destinado a stablecoins desapareça dos bancos. Conforme uma análise de técnicos do Federal Reserve citada pela CoinDesk, os recursos podem retornar como depósitos dos emissores. Nesse caso, muda quem fornece o financiamento ao banco, mesmo que o total depositado permaneça igual.

O estudo do BIS não demonstra perdas de depósitos ou redução do crédito, e a amostra abrange apenas um período de juros elevados. Para quem acompanha criptoativos no Brasil, a conclusão é sobre concorrência, não sobre uma regra local: a expansão das stablecoins também depende da resposta dos bancos. Se reter clientes exigir juros maiores, parte dessa disputa será decidida pelo preço que as instituições aceitam pagar pelos depósitos.

🪙 Número do Dia

0,01 ponto percentual : Alta semanal na taxa média dos depósitos bancários associada, no estudo, à redução do crescimento do valor de mercado das stablecoins de cerca de 15% para 12% em dez semanas.

Por que isso importa

O estudo indica que os bancos podem influenciar a adoção de stablecoins pela remuneração dos depósitos. Essa resposta, porém, aumenta seu custo de captação, colocando preço na disputa pelos recursos dos clientes.


Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/10/14/banks-could-slow-stablecoin-growth-by-paying-savers-more-bis-paper-finds