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domingo, 23 de agosto de 2026 Brasil

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Irlanda propõe regras mais duras para cripto e cassinos online

A Irlanda está desenvolvendo novos padrões setoriais para combater o uso ilícito de criptomoedas, segundo reportou a Cointelegraph em 14 de agosto de 2026. As medidas fazem parte de uma atualização do marco regulatório de prevenção à lavagem de dinheiro (AML, na sigla em inglês) do país.

Irlanda propõe padrões mais rígidos contra lavagem de dinheiro com cripto, mirando carteiras privadas e empresas estrangeiras. Entenda o impacto.

A Irlanda planeja apertar o cerco sobre transferências de criptomoedas vindas de carteiras privadas (wallets, ou seja, contas digitais sem banco no meio) e de empresas de ativos digitais sediadas no exterior. Conforme reportou a Cointelegraph, as propostas fazem parte de uma revisão do marco de combate à lavagem de dinheiro (AML, sigla para Anti-Money Laundering) do país europeu. O objetivo declarado é criar padrões setoriais que dificultem o uso de criptomoedas para atividades ilícitas, como jogos de azar não regulamentados e movimentação de recursos de origem duvidosa.

As medidas propostas incluem controles mais rigorosos sobre transferências originadas em carteiras privadas, aquelas que não passam por exchanges (plataformas de compra e venda de cripto) regulamentadas. A lógica é simples: quando alguém envia Bitcoin ou outra criptomoeda diretamente de uma wallet pessoal para um cassino online ou para outra pessoa, não há intermediário para verificar a origem do dinheiro. É como pagar alguém em dinheiro vivo, sem recibo. As autoridades irlandesas querem que empresas que recebem esses pagamentos façam verificações mais detalhadas sobre quem está do outro lado da transação.

Outro alvo são as empresas de criptomoedas sediadas fora da Irlanda. O país pretende exigir que plataformas estrangeiras que atendem clientes irlandeses cumpram padrões locais de identificação e rastreamento de transações, mesmo operando de outros países. Para contextualizar, isso se assemelha ao que o Banco Central do Brasil vem fazendo com exchanges que operam no país: desde 2022, todas precisam se registrar e seguir regras de prevenção à lavagem de dinheiro, independentemente de onde estejam sediadas.

A proposta irlandesa ainda está em fase de consulta pública, sem data definida para entrar em vigor. Historicamente, a Irlanda tem sido um hub financeiro europeu, atraindo empresas de tecnologia e finanças por sua regulação favorável. Agora, o país busca equilibrar essa abertura com controles mais rígidos no setor cripto, seguindo uma tendência global de governos que tentam reduzir o uso de ativos digitais para crimes financeiros sem inviabilizar a inovação.

📊 Número do Dia

2022 , Ano em que o Banco Central brasileiro passou a exigir registro obrigatório de exchanges de criptomoedas, medida semelhante ao que a Irlanda agora propõe para empresas estrangeiras.

Por que isso importa

Para o investidor brasileiro, a notícia reforça uma tendência global: governos estão apertando o cerco sobre o uso de criptomoedas fora de plataformas regulamentadas. Quem usa carteiras privadas para transferências internacionais ou para jogar em cassinos online pode enfrentar mais barreiras e exigências de identificação. No Brasil, a regulação caminha na mesma direção, com o Banco Central e a Receita Federal ampliando o monitoramento de transações cripto. A mensagem é clara: o anonimato absoluto nas criptomoedas está cada vez mais difícil, especialmente para quem lida com grandes volumes ou empresas no exterior.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/ireland-industry-standards-crypto-gambling-aml?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound