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domingo, 23 de agosto de 2026 Brasil

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Cripto representa apenas 1% da receita recorde da Webull

A Webull, corretora digital americana, reportou receita recorde de US$ 198 milhões no segundo trimestre de 2025, segundo a Cointelegraph. Apesar de oferecer negociação de criptomoedas, o segmento gerou apenas cerca de US$ 2,25 milhões, ou aproximadamente 1% do faturamento total da empresa no período.

Webull faturou US$ 198 milhões no 2º trimestre de 2025, mas cripto representou só 1% da receita. Entenda o que isso revela sobre adoção cripto no mercado.

A Webull, plataforma de investimentos popular nos Estados Unidos (semelhante ao que são XP e BTG Pactual no Brasil), divulgou resultados recordes no segundo trimestre de 2025, mas as criptomoedas tiveram participação marginal na receita. Segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 20 de agosto de 2025, a empresa faturou US$ 198 milhões entre abril e junho, mas apenas US$ 2,25 milhões vieram da negociação de ativos digitais como Bitcoin e Ethereum.

Para contextualizar, isso significa que a fatia das criptomoedas na pizza da receita da Webull foi de apenas 1%, enquanto os 99% restantes vieram de ações, opções e outros produtos financeiros tradicionais. A título de comparação, corretoras brasileiras que oferecem ETFs de cripto na B3 (como HASH11, BITH11 e QBTC11) também reportam participação modesta desses produtos no faturamento total, embora dados públicos consolidados sejam escassos.

O dado revela que, mesmo em plataformas que oferecem acesso facilitado a criptomoedas, o investidor médio ainda concentra seus recursos em ativos tradicionais. A Webull permite que usuários comprem Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de carteiras digitais (wallets, que funcionam como contas bancárias digitais sem banco no meio). Ainda assim, o volume de negociação cripto permanece pequeno em relação ao mercado de ações.

Para o investidor brasileiro, a informação serve como termômetro do comportamento global. Mesmo em mercados maduros como o americano, onde a infraestrutura cripto é mais desenvolvida, a adoção em massa ainda não se traduziu em volumes proporcionais de receita para corretoras generalistas. Segundo conhecimento de mercado, o perfil do investidor cripto tende a migrar para exchanges especializadas (como Binance, Coinbase ou Mercado Bitcoin no Brasil) em busca de taxas menores e maior variedade de ativos, o que pode explicar a baixa participação na receita da Webull.

📊 Número do Dia

1% , Participação das criptomoedas na receita recorde de US$ 198 milhões da Webull no segundo trimestre de 2025, segundo a Cointelegraph.

Por que isso importa

O dado mostra que, apesar do crescimento do mercado cripto e da facilidade de acesso oferecida por corretoras generalistas, o investidor médio ainda concentra capital em ativos tradicionais. Para o Brasil, onde ETFs de cripto na B3 também têm participação modesta, o padrão sugere que a adoção em massa de criptomoedas como classe de investimento ainda depende de educação financeira, redução de volatilidade e maior clareza regulatória. A informação ajuda o investidor brasileiro a entender que o mercado cripto, embora em expansão, ainda é nicho mesmo em economias desenvolvidas.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/crypto-generated-1-webulls-record-q2-revenue?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound