Pular para o conteúdo
quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Brasil

Economia com profundidade. Decisões com confiança.

Mercados
Carregando cotações...
DÓLAR --
BRT 

Mastercard leva triagem de risco aos pagamentos com stablecoins

A Mastercard apresentou em 19 de outubro o Stablecoin Security, ferramenta para instituições financeiras avaliarem riscos em pagamentos com stablecoins antes da liquidação. Segundo a Decrypt, o serviço combina informações de pagamentos e análise de blockchain para sinalizar possíveis fraudes, golpes e exposição a partes sujeitas a sanções.

Mastercard lança ferramenta para avaliar riscos em pagamentos com stablecoins antes da liquidação. Estreia na América do Norte e prevê expansão em 2027.

O Stablecoin Security foi apresentado na conferência Money20/20, em Las Vegas, com Borderless.xyz e Keyrails como participantes iniciais. Segundo a Decrypt, a proposta é antecipar a avaliação de risco à conclusão do pagamento, acompanhando a operação desde sua iniciação até a movimentação no registro público da rede.

O foco são pagamentos com stablecoins vinculadas ao dólar, tokens que buscam acompanhar o valor da moeda americana. A entrega ocorre por uma interface de programação de aplicações (API), conexão que permite a comunicação entre sistemas. Segundo a descrição do produto, a ferramenta pode ser integrada às rotinas de prevenção a fraudes e cumprimento de regras das instituições, sem depender de uma plataforma específica.

Um pagamento pode envolver várias etapas

A justificativa apresentada pela Mastercard é a complexidade desses fluxos. A empresa citou um estudo do Banco de Compensações Internacionais, conhecido pela sigla BIS, sobre 593 milhões de transferências de stablecoins em 2025. Segundo o estudo, conforme relatado pela Decrypt, quase 60% eram operações complexas, com múltiplas etapas, e não simples transferências diretas entre duas partes.

Essa diferença importa porque avaliar apenas o remetente e o destinatário pode deixar etapas intermediárias fora da análise. O produto considera sinais como a origem dos recursos, contato com partes sujeitas a restrições e indicadores de golpes. A partir deles, gera uma pontuação de risco antes da liquidação, momento em que o pagamento é concluído.

Pontuação orienta decisões, não garante segurança

O mecanismo busca dar às instituições elementos para decidir como tratar uma operação antes de sua conclusão. Uma pontuação é um instrumento de avaliação, não uma garantia contra fraude. Seu benefício depende da qualidade dos sinais e de como a instituição os utiliza: se identificar riscos relevantes a tempo, pode apoiar medidas preventivas. O material fornecido não apresenta resultados de eficácia do novo serviço.

O lançamento começa na América do Norte, com disponibilidade mundial prevista para 2027, segundo a Mastercard. Para quem acompanha criptoativos no Brasil, o anúncio mostra como intermediários financeiros procuram avaliar pagamentos em blockchain antes de concluí-los. A expansão planejada não equivale à oferta local já disponível: o efeito concreto dependerá da implementação e da capacidade de transformar os sinais coletados em decisões úteis.

🪙 Número do Dia

Quase 60% : Parcela de operações complexas, com múltiplas etapas, em 593 milhões de transferências de stablecoins de 2025 analisadas por estudo do BIS citado pela Mastercard, segundo a Decrypt.

Por que isso importa

A ferramenta busca antecipar a identificação de riscos em pagamentos com stablecoins. Para as instituições, o valor está em avaliar operações antes da conclusão, mas a eficácia depende dos sinais analisados e das decisões tomadas a partir deles.


Fonte original: https://decrypt.co/381365/mastercard-brings-its-fraud-fighting-tools-to-stablecoin-payments