O Stablecoin Security foi apresentado na conferência Money20/20, em Las Vegas, com Borderless.xyz e Keyrails como participantes iniciais. Segundo a Decrypt, a proposta é antecipar a avaliação de risco à conclusão do pagamento, acompanhando a operação desde sua iniciação até a movimentação no registro público da rede.
O foco são pagamentos com stablecoins vinculadas ao dólar, tokens que buscam acompanhar o valor da moeda americana. A entrega ocorre por uma interface de programação de aplicações (API), conexão que permite a comunicação entre sistemas. Segundo a descrição do produto, a ferramenta pode ser integrada às rotinas de prevenção a fraudes e cumprimento de regras das instituições, sem depender de uma plataforma específica.
Um pagamento pode envolver várias etapas
A justificativa apresentada pela Mastercard é a complexidade desses fluxos. A empresa citou um estudo do Banco de Compensações Internacionais, conhecido pela sigla BIS, sobre 593 milhões de transferências de stablecoins em 2025. Segundo o estudo, conforme relatado pela Decrypt, quase 60% eram operações complexas, com múltiplas etapas, e não simples transferências diretas entre duas partes.
Essa diferença importa porque avaliar apenas o remetente e o destinatário pode deixar etapas intermediárias fora da análise. O produto considera sinais como a origem dos recursos, contato com partes sujeitas a restrições e indicadores de golpes. A partir deles, gera uma pontuação de risco antes da liquidação, momento em que o pagamento é concluído.
Pontuação orienta decisões, não garante segurança
O mecanismo busca dar às instituições elementos para decidir como tratar uma operação antes de sua conclusão. Uma pontuação é um instrumento de avaliação, não uma garantia contra fraude. Seu benefício depende da qualidade dos sinais e de como a instituição os utiliza: se identificar riscos relevantes a tempo, pode apoiar medidas preventivas. O material fornecido não apresenta resultados de eficácia do novo serviço.
O lançamento começa na América do Norte, com disponibilidade mundial prevista para 2027, segundo a Mastercard. Para quem acompanha criptoativos no Brasil, o anúncio mostra como intermediários financeiros procuram avaliar pagamentos em blockchain antes de concluí-los. A expansão planejada não equivale à oferta local já disponível: o efeito concreto dependerá da implementação e da capacidade de transformar os sinais coletados em decisões úteis.
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Quase 60% : Parcela de operações complexas, com múltiplas etapas, em 593 milhões de transferências de stablecoins de 2025 analisadas por estudo do BIS citado pela Mastercard, segundo a Decrypt.
Por que isso importa
A ferramenta busca antecipar a identificação de riscos em pagamentos com stablecoins. Para as instituições, o valor está em avaliar operações antes da conclusão, mas a eficácia depende dos sinais analisados e das decisões tomadas a partir deles.
Fonte original: https://decrypt.co/381365/mastercard-brings-its-fraud-fighting-tools-to-stablecoin-payments
