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quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Brasil

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Folha aponta dívida tributária de escritório de Willer Tomaz

O escritório do advogado Willer Tomaz tem R$ 100.021,67 em débitos tributários inscritos em dívida ativa, segundo dados públicos citados pela Folha de S.Paulo em reportagem publicada em 20 de outubro de 2026. Consultada pela coluna Painel S.A., a empresa disse desconhecer qualquer débito.

Folha aponta dívida tributária de R$ 100.021,67 do escritório de Willer Tomaz. Empresa diz desconhecer débito; análise distingue regularização e pagamento.

A informação coloca em foco uma diferença importante para as contas públicas: reconhecer um crédito tributário não significa receber o dinheiro. A inscrição em dívida ativa registra formalmente um valor não pago e sujeito a cobrança. Até que haja pagamento, esse crédito não equivale a recurso disponível para financiar despesas públicas.

Segundo a Folha de S.Paulo, o escritório de Willer Tomaz chegou a ingressar no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) em 2019. A reportagem informa que a empresa permanece com dívida tributária, mas não estabelece que o saldo atual seja o mesmo incluído naquele programa. A resposta do escritório, de que desconhece qualquer débito, deve acompanhar a informação sobre a pendência.

Regularizar não é o mesmo que quitar

Programas de regularização procuram aproximar duas necessidades: a do poder público, de recuperar tributos, e a do devedor, de encontrar condições para acertar suas obrigações. Seu resultado econômico depende do dinheiro efetivamente recolhido, não apenas da entrada de uma empresa no programa.

A adesão de 2019, portanto, não comprova a quitação posterior. Tampouco a existência do débito agora permite concluir, isoladamente, que aquela regularização fracassou. Para fazer essa ligação, seria necessário conhecer quais obrigações foram incluídas, os pagamentos realizados e a composição do saldo apontado pela reportagem.

O incentivo depende da cobrança

Para empresas que recolhem seus tributos, a previsibilidade da cobrança importa porque o pagamento de impostos compromete recursos que poderiam ter outros usos. Se deixar de pagar trouxer uma vantagem financeira duradoura, sem cobrança efetiva, pode surgir uma diferença de custos em relação a quem cumpre suas obrigações. Esse é um risco econômico geral, não uma vantagem comprovada neste caso.

A questão central é converter o crédito registrado em arrecadação, preservando a possibilidade de corrigir uma cobrança contestada. No caso do escritório, a dívida relatada e a declaração de desconhecimento exigem distinguir o registro da obrigação de sua eventual resolução. Para as contas públicas, o resultado virá do valor recuperado; para a empresa, da definição do que efetivamente deve pagar.

📊 Número do Dia

R$ 100.021,67 : Débitos tributários do escritório de Willer Tomaz inscritos em dívida ativa, segundo dados públicos citados pela Folha em reportagem de 20 de outubro de 2026.

Por que isso importa

Uma dívida tributária registrada só se transforma em recurso para as contas públicas quando é paga. A efetividade da cobrança também importa para evitar diferenças de custos entre empresas que cumprem suas obrigações e aquelas que deixam de pagar.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/escritorio-de-willer-tomaz-amigo-de-flavio-bolsonaro-deve-r-100-mil-a-receita.shtml