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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Claude desvenda enigma da NSA, sem alterar o Bitcoin

Um modelo de inteligência artificial da Anthropic rastreou a origem de cinco números usados em padrões criptográficos americanos, segundo reportagem da CoinDesk publicada em 17 de outubro. A descoberta esclarece uma suspeita antiga, mas não modifica a proteção matemática usada pelo Bitcoin.

Claude rastreia números usados em padrões criptográficos dos EUA. Descoberta reduz suspeitas sobre sua origem, mas não altera a segurança do Bitcoin.

Um modelo de pesquisa da Anthropic levou menos de 30 minutos para rastrear cinco números de origem desconhecida fornecidos pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). Segundo a CoinDesk, em reportagem de 17 de outubro, o Claude vinculou esses números a um programa comum de geração de números pseudoaleatórios, alimentado com registros de data e hora de 1997 e 1998.

A origem dos números era a dúvida

Os números serviram como pontos de partida para construir curvas elípticas, estruturas matemáticas usadas para proteger informações e comprovar o controle de chaves secretas. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) adotou essas curvas em 2000. A falta de explicação sobre a escolha alimentou suspeitas de que a NSA pudesse ter selecionado parâmetros com uma fraqueza conhecida apenas por ela.

O modelo reconstruiu a sequência produzida pelo programa lrand48 e encontrou correspondência exata com os números publicados. Segundo a Anthropic, isso torna menos provável a hipótese de uma vulnerabilidade deliberadamente escondida. Não equivale a uma prova completa: a equipe ainda não explica por que alguns candidatos utilizáveis foram descartados nem como outros elementos das curvas foram escolhidos.

Parâmetro público não é chave secreta

A distinção tem efeito prático. Esses números eram públicos, não senhas de carteiras. Sua reprodução permite conferir o caminho até os parâmetros adotados. Já uma chave secreta gerada por um programa previsível poderia ser reconstruída por terceiros, comprometendo os ativos controlados por ela. Por isso, descobrir a origem de um parâmetro público não significa ter encontrado uma forma de acessar fundos.

O Bitcoin usa outra curva, chamada secp256k1, cuja construção tem menos parâmetros ajustáveis. Ele não integrava o conjunto investigado. Para quem acompanha criptoativos no Brasil, a consequência é distinguir uma descoberta sobre padrões específicos de uma mudança na segurança de toda a infraestrutura: resolver esse enigma não representa uma correção nem uma quebra das carteiras de Bitcoin.

A Anthropic afirma que usuários das curvas do NIST não precisam fazer alterações. No Bitcoin, permanece separado o risco de computadores quânticos suficientemente poderosos conseguirem derivar uma chave secreta de uma chave pública. Segundo a CoinDesk, ainda não existe uma máquina capaz desse ataque. Esclarecer a escolha dos parâmetros não elimina uma ameaça baseada em outro mecanismo matemático.

🪙 Número do Dia

Menos de 30 minutos : Tempo que o modelo levou para rastrear cinco números usados nas curvas do NIST, segundo a CoinDesk em 17 de outubro de 2026.

Por que isso importa

A descoberta permite verificar a origem de parâmetros de segurança e reduz uma suspeita antiga, segundo a Anthropic. Não representa uma mudança na proteção do Bitcoin nem uma solução para o risco quântico.


Fonte original: https://www.coindesk.com/tech/2026/10/17/wow-it-s-a-real-discovery-claude-cracks-a-25-year-nsa-number-mystery