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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Willow reduz erros, não o custo de atacar Bitcoin

O Google informou que seu chip quântico Willow reduziu em cerca de 40 vezes os erros na preparação de estados necessários a cálculos avançados. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 17 de outubro, o experimento enfrenta um obstáculo relevante para futuros ataques ao Bitcoin, mas ainda exige avanços de escala.

Chip Willow, do Google, reduz erros em etapa da computação quântica, mas não demonstra ataque ao Bitcoin nem queda equivalente no custo de quebrar chaves.

O chip quântico Willow, do Google, produziu estados necessários a cálculos avançados com cerca de 40 vezes menos erros, segundo reportagem da CoinDesk publicada em 17 de outubro. O resultado trata de uma etapa de preparação que consome recursos dessas máquinas. Não demonstra uma capacidade atual de quebrar a proteção do Bitcoin.

Preparar o cálculo também custa

Computadores quânticos usam unidades de informação chamadas qubits, sensíveis a perturbações que provocam erros. Para executar certas operações, precisam de estados especialmente preparados, conhecidos como “estados mágicos”. Eles são consumidos durante os cálculos e precisam ser repostos. Portanto, parte do equipamento trabalha para abastecer a própria computação, em vez de executar diretamente o cálculo desejado.

O método do Google prepara esses estados, procura erros e descarta tentativas defeituosas. A empresa relatou fidelidade de aproximadamente 99,99%, medida de quanto o resultado se aproxima do estado pretendido. Mas apenas cerca de 8% das tentativas passaram pelas verificações. A qualidade informada corresponde aos estados aprovados, não ao conjunto de tentativas. Os pesquisadores ainda precisam ampliar a escala e integrar a produção a cálculos mais longos.

Por que chaves antigas entram no debate

No Bitcoin, a chave privada autoriza movimentações, enquanto a chave pública permite verificar essas autorizações. Um computador quântico suficientemente poderoso poderia, em teoria, usar a chave pública para descobrir a privada. Isso permitiria assinar transações como se fosse o proprietário. O experimento com Willow não demonstrou essa capacidade.

Segundo a CoinDesk, algumas das reservas mais antigas de bitcoin têm chaves públicas expostas desde a mineração. Isso daria a um eventual atacante mais tempo para trabalhar do que nos formatos que escondem essa informação até o gasto. A exposição da chave pública, e não apenas a idade das moedas, define essa diferença. Se as chaves privadas estiverem perdidas, o proprietário também não consegue transferir os ativos para uma proteção mais forte.

O ganho não se multiplica automaticamente

A reportagem ressalta que uma estimativa anterior do Google sobre ataques já pressupunha produção eficiente desses estados. Assim, reduzir erros em 40 vezes não torna o ataque 40 vezes mais barato. O experimento testa parte da engenharia prevista, sem oferecer uma redução equivalente do custo total.

Para quem acompanha Bitcoin, o avanço torna mais concreto um componente do risco, sem demonstrar uma ameaça operacional imediata. O efeito sobre a segurança depende da integração em escala: preparar estados confiáveis só se traduziria em capacidade de ataque se máquinas futuras também conseguissem produzi-los continuamente e executar os cálculos necessários.

🪙 Número do Dia

8% : Parcela aproximada das tentativas de preparação de estados quânticos que passaram pelas verificações no experimento com Willow, segundo o Google, conforme a CoinDesk.

Por que isso importa

O experimento avança em uma etapa necessária à computação quântica, mas não demonstra capacidade de atacar Bitcoin. A distinção ajuda a avaliar o risco sem confundir um ganho de laboratório com a quebra efetiva da proteção das chaves.


Fonte original: https://www.coindesk.com/tech/2026/10/16/satoshi-era-bitcoin-faces-a-bigger-quantum-threat-after-google-s-new-willow-breakthrough