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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Copom corta Selic pela 5ª vez seguida, a 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (16), reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. É o quinto corte consecutivo e a última decisão antes das eleições presidenciais.

Copom corta Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime, a última antes das eleições presidenciais, sem sinalizar próximos passos.

O Banco Central confirmou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (16), o quinto corte seguido na taxa básica de juros. A Selic passou de 14% para 13,75% ao ano, decisão tomada por unanimidade pelos membros do Copom, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

A Selic é o principal instrumento de política monetária do país: ela serve de referência para praticamente todas as taxas de juros cobradas na economia, de financiamentos imobiliários a cartão de crédito. Quando o Banco Central reduz esse patamar, o objetivo costuma ser estimular o crédito e o consumo, sob a premissa de que a inflação está sob controle ou em trajetória de queda.

Uma sequência de cortes, mas sem mapa para o futuro

O material disponível não traz o texto integral do comunicado do Copom, o que impede identificar se o comitê sinalizou o ritmo dos próximos movimentos ou apontou riscos específicos para a inflação e o câmbio. A ausência dessa sinalização é relevante porque o mercado financeiro usa justamente esse tipo de indicação para precificar ativos e projetar os próximos passos da política monetária.

A reportagem também não detalha os números de inflação, atividade econômica ou expectativas de mercado que embasaram a decisão. Sem esses dados, não é possível avaliar se o corte reflete uma melhora consistente no cenário de preços ou se decorre de outros fatores não descritos no material.

O que muda para famílias e empresas

Uma Selic mais baixa tende, em condições normais, a reduzir o custo de novos financiamentos e a estimular a tomada de crédito por empresas e consumidores. Isso pode se traduzir, ao longo do tempo, em parcelas menores em empréstimos com taxas pós-fixadas e em condições mais favoráveis para financiamento de veículos, imóveis e capital de giro. Para investidores, o efeito costuma ser inverso ao dos tomadores de crédito: aplicações atreladas ao CDI ou à Selic, como fundos de renda fixa conservadores, tendem a render menos.

O fato de a decisão ter ocorrido na última reunião do Copom antes das eleições presidenciais chama atenção pelo momento, mas o material fornecido não indica que a política monetária tenha sido conduzida de forma diferente por causa do calendário eleitoral. O Banco Central opera com autonomia formal desde 2021, o que, em tese, distancia decisões de juros de pressões de calendário político — mas essa autonomia não está detalhada na reportagem disponível.

Falta ainda saber, com base em comunicados futuros ou na ata da reunião, se o Copom pretende manter o ritmo de cortes de 0,25 ponto percentual ou se via aceleração ou pausa dependendo do comportamento da inflação nos próximos meses.

📊 Número do Dia

13,75% ao ano — Novo patamar da Selic definido pelo Copom em 16 de setembro de 2026, após o quinto corte seguido de 0,25 ponto percentual, ante os 14% anteriores.

Por que isso importa

A redução da Selic tende a baratear o crédito para famílias e empresas ao longo do tempo, mas também reduz o rendimento de aplicações financeiras atreladas aos juros básicos. O material disponível não detalha as justificativas técnicas do Copom nem sinaliza os próximos passos, o que limita a avaliação sobre a duração desse ciclo de cortes.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/banco-central-repete-corte-de-025-ponto-e-reduz-selic-a-1375-ao-ano-antes-das-eleicoes.shtml