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domingo, 23 de agosto de 2026 Brasil

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SharpLink vai aplicar US$ 200 milhões em Ethereum via Lido

A SharpLink, empresa de investimento em criptomoedas, anunciou que vai aplicar US$ 200 milhões em Ethereum através do protocolo Lido, usando o token wstETH. A operação representa cerca de 12% do total de Ethereum que a companhia mantém em seus cofres, segundo reportou a Decrypt em 14 de agosto de 2026.

SharpLink vai aplicar US$ 200 milhões em Ethereum via Lido, usando staking descentralizado para gerar rendimento com 12% de suas reservas em ETH.

A SharpLink planeja colocar aproximadamente 12% de suas reservas totais em Ethereum para render juros através do Lido, um dos maiores protocolos de staking descentralizado do mercado. Staking, para quem não acompanha o jargão cripto, é o processo de “trancar” moedas digitais numa rede blockchain para ajudar a validar transações e, em troca, receber recompensas (parecido com aplicar dinheiro num CDB e receber juros, mas aqui você está ajudando a manter a rede funcionando). Segundo a Decrypt, a operação será feita através do wstETH, uma versão do token stETH que o Lido emite para quem deposita Ethereum na plataforma.

O Lido funciona como um intermediário que permite a qualquer pessoa fazer staking de Ethereum sem precisar dos 32 ETH exigidos para rodar um validador próprio (o equivalente a cerca de R$ 500 mil em valores de mercado de 2026, segundo dados públicos de cotação). Quando você deposita ETH no Lido, recebe em troca um token chamado stETH, que representa seu Ethereum aplicado e pode ser usado em outras aplicações de finanças descentralizadas (DeFi, ou “bancos digitais sem banco no meio”). O wstETH é uma versão “embrulhada” desse token, mais compatível com certos protocolos DeFi. A SharpLink pretende justamente usar esse wstETH em outras operações dentro do ecossistema DeFi, mantendo liquidez enquanto gera rendimento.

A título de comparação com o mercado brasileiro, essa estratégia seria como aplicar parte do caixa de uma empresa em títulos do Tesouro Direto que rendem juros, mas que também podem ser usados como garantia para outras operações financeiras ao mesmo tempo. A diferença é que, no universo cripto, tudo acontece de forma programática e descentralizada, sem intermediários bancários tradicionais. Para o investidor brasileiro que acompanha o mercado de ETFs de Ethereum na B3 (como o ETHE11), a notícia sinaliza que grandes players institucionais estão cada vez mais confortáveis em usar protocolos DeFi para gerar rendimento passivo, e não apenas manter criptomoedas paradas em carteiras frias.

Segundo a Decrypt, a SharpLink não divulgou o prazo exato da aplicação nem a taxa de rendimento esperada, mas o staking de Ethereum através do Lido historicamente oferece retornos anuais na faixa de 3% a 5% (em ETH, não em dólares), conforme dados públicos do próprio protocolo. A escolha pelo Lido reflete uma tendência de mercado: empresas e fundos preferem protocolos descentralizados auditáveis a soluções centralizadas de staking, especialmente após colapsos como o da FTX em 2022.

📊 Número do Dia

US$ 200 milhões , Montante que a SharpLink vai aplicar em staking de Ethereum via Lido, representando 12% de suas reservas totais em ETH.

Por que isso importa

A decisão da SharpLink de usar um protocolo descentralizado como o Lido para gerar rendimento com Ethereum reforça a maturidade do mercado DeFi e mostra que grandes investidores institucionais estão migrando de soluções centralizadas para alternativas auditáveis e transparentes. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza que o staking descentralizado deixou de ser nicho experimental e virou ferramenta de gestão de portfólio, com potencial de influenciar futuros produtos de renda passiva em cripto disponíveis no Brasil.


Fonte original: https://decrypt.co/375672/sharplink-stake-200m-ethereum-lido-wsteth