Pular para o conteúdo
domingo, 23 de agosto de 2026 Brasil

Economia com profundidade. Decisões com confiança.

Mercados
Carregando cotações...
DÓLAR --
BRT 

Ataques físicos roubam US$ 30 milhões em cripto em 2026

Ataques físicos a detentores de criptomoedas, conhecidos como "wrench attacks" (ataques com chave inglesa, numa tradução literal), já roubaram mais de US$ 30 milhões em 2026, segundo dados da empresa de análise blockchain Chainalysis divulgados em 6 de agosto de 2026.

Ataques físicos a detentores de criptomoedas roubaram US$ 30 milhões em 2026. Chainalysis documenta 46 tentativas de wrench attacks. Entenda o risco.

Criminosos estão usando violência física e coerção para forçar pessoas a transferir suas criptomoedas, num tipo de crime que combina o mundo digital com ameaças do mundo real. Segundo a Chainalysis, conforme reportou a Cointelegraph, foram documentados 46 tentativas desse tipo de ataque em 2026 (até a data da publicação), das quais 12 resultaram em pagamento efetivo às quadrilhas, totalizando mais de US$ 30 milhões roubados (cerca de R$ 165 milhões na cotação de agosto de 2026).

O termo “wrench attack” vem de uma piada antiga da internet sobre criptomoedas: por mais segura que seja a senha de uma carteira digital (wallet, o equivalente a uma conta bancária digital mas sem banco no meio), ela não resiste a alguém ameaçando o dono com uma chave inglesa. Diferentemente de roubos digitais, que exploram falhas em sistemas, esses crimes miram diretamente as pessoas, usando sequestro, invasão de domicílio ou ameaças a familiares para obter acesso às chaves privadas (senhas que controlam os ativos).

A Chainalysis aponta que os criminosos estão ampliando as táticas: além da violência direta, passaram a usar vazamentos de dados pessoais para identificar alvos ricos em cripto e a atacar parentes das vítimas como forma de pressão. Para contextualizar a gravidade, a taxa de sucesso de 26% (12 em 46 tentativas) mostra que esses ataques são menos eficientes que golpes digitais, mas o valor médio roubado por ataque bem-sucedido supera US$ 2,5 milhões (mais de R$ 13 milhões), muito acima do que se vê em fraudes online comuns.

No Brasil, onde a adoção de criptomoedas cresce rapidamente (o país figura entre os dez maiores mercados globais, segundo dados públicos da Chainalysis de relatórios anteriores), o risco desse tipo de crime preocupa. Diferentemente de investimentos tradicionais na B3, onde os ativos ficam custodiados por corretoras reguladas, muitos brasileiros guardam criptomoedas em carteiras próprias, o que os torna alvos potenciais se sua riqueza digital se tornar pública. A recomendação de segurança é clara: nunca divulgar publicamente quanto se possui em cripto, usar carteiras de hardware (dispositivos físicos que guardam as chaves offline) e evitar ostentar investimentos em redes sociais.

📊 Número do Dia

US$ 30 milhões , Valor roubado em ataques físicos a detentores de criptomoedas em 2026, segundo a Chainalysis, em 12 casos bem-sucedidos de um total de 46 tentativas documentadas até agosto.

Por que isso importa

Este tipo de crime expõe um risco pouco discutido no mercado cripto: a segurança física dos investidores. Enquanto a indústria investe bilhões em proteger sistemas contra hackers, a ameaça pode estar na porta de casa. Para o investidor brasileiro, acostumado à segurança institucional de corretoras reguladas pela CVM, a autocustódia de criptomoedas traz responsabilidades novas, incluindo discrição absoluta sobre o patrimônio digital. A mensagem é direta: no mundo cripto, segurança não é só senha forte, é também bom senso sobre o que se compartilha publicamente.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/crypto-wrench-attacks-steal-30-million-2026?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound