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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Avibras retoma produção de mísseis com R$ 300 milhões

A Avibras, fabricante brasileira de sistemas de mísseis, retomou sua linha de produção em maio de 2025 após quatro anos de paralisação, segundo o Rio Times. A operação foi viabilizada por uma captação de R$ 300 milhões liderada pelo Fundo Brasil Crédito e pelo empresário Joesley Batista, controlador da JBS.

Operário com capacete branco trabalhando na montagem de míssil verde em fábrica industrial, indústria de defesa
Trabalhador opera equipamento de precisão na linha de produção de mísseis da indústria bélica brasileira.

A Avibras, fabricante brasileira de sistemas de mísseis e foguetes de artilharia, voltou a produzir em maio após quatro anos de inatividade. A retomada foi possível graças a um aporte privado de R$ 300 milhões, liderado pelo Fundo Brasil Crédito e pelo bilionário Joesley Batista, conhecido por controlar a JBS, maior processadora de carnes do mundo. O investimento marca uma tentativa de ressurreição da indústria de defesa brasileira, setor que enfrentou décadas de desinvestimento.

A empresa produz o sistema Astros, uma plataforma de foguetes de artilharia considerada a “joia da coroa” do Exército brasileiro. Segundo o Rio Times, a Avibras está 90% concluída no desenvolvimento do míssil de cruzeiro MTC-300, com alcance de 300 quilômetros — uma distância equivalente à que separa São Paulo de Curitiba. O sistema permite ataques de precisão a alvos distantes, capacidade estratégica que poucos países dominam.

Comparação internacional

A retomada coloca o Brasil de volta ao seleto grupo de países que fabricam sistemas de mísseis de longo alcance. A título de comparação, a Turquia investiu mais de US$ 1 bilhão na última década para desenvolver sua indústria de defesa, tornando-se exportadora regional. Israel, referência no setor, destina cerca de 5% do PIB (a riqueza total produzida no país em um ano) para defesa, enquanto o Brasil investe menos de 1,5%. O modelo brasileiro, porém, difere: enquanto esses países contam com forte financiamento estatal, a Avibras depende agora de capital privado.

Segundo a reportagem, há interesse de compradores chineses, indianos e de países do Oriente Médio nos sistemas da Avibras. O mercado global de defesa movimenta mais de US$ 500 bilhões anuais, e sistemas de mísseis representam cerca de 15% desse total. Para o Brasil, exportar tecnologia militar significa não apenas receita em dólares, mas também geração de empregos qualificados e desenvolvimento de tecnologias que podem ter aplicações civis, como na indústria aeroespacial.

Por que isso importa

Para o cidadão, a retomada da Avibras representa a possibilidade de empregos de alta qualificação em engenharia e tecnologia, setores que pagam salários acima da média nacional. Para empresas do setor de defesa e fornecedores, significa a reabertura de uma cadeia produtiva que estava paralisada. Para investidores, o caso ilustra como capital privado pode preencher lacunas deixadas pelo Estado em setores estratégicos — um movimento que pode se repetir em outras áreas da economia brasileira.

📊 Número do Dia

R$ 300 milhões , Valor captado pela Avibras para retomar produção de mísseis após quatro anos parada

Por que isso importa

A retomada da Avibras mostra que o Brasil pode voltar a competir no mercado global de defesa, setor que movimenta meio trilhão de dólares por ano. Para o cidadão, significa empregos qualificados em engenharia. Para empresas, a reabertura de uma cadeia produtiva estratégica. Para investidores, um exemplo de como capital privado pode substituir o Estado em setores que exigem alta tecnologia — modelo que pode se expandir para outras áreas da economia.


Fonte original: https://www.riotimesonline.com/avibras-missile-production-restart-may-2026/