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Aena quer transformar Congonhas em hub internacional

Aena planeja transformar Congonhas em hub internacional com voos para Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Santiago. Entenda o impacto para viajantes e empresas.
A Aena, concessionária espanhola que opera o Aeroporto de Congonhas, está planejando internacionalizar o terminal paulistano com voos diretos para Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Santiago, segundo reportagem da CNN Brasil publicada em 7 de maio.

A Aena, concessionária espanhola responsável por Congonhas, vê demanda para transformar o aeroporto em porta de entrada para voos regionais internacionais. Segundo a CNN Brasil, a empresa mira especificamente o Cone Sul, com rotas diretas entre São Paulo e as capitais de Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Atualmente, Congonhas opera apenas voos domésticos, concentrando-se na ponte aérea Rio-São Paulo e em conexões nacionais de alta frequência.

A internacionalização de Congonhas representaria uma mudança significativa na aviação brasileira. O aeroporto, localizado a apenas 8 km do centro financeiro de São Paulo, é o segundo mais movimentado do país em número de passageiros — atrás apenas de Guarulhos, que funciona como o principal hub internacional. Transformar Congonhas em terminal internacional para voos regionais poderia reduzir o tempo de deslocamento para executivos e turistas, que hoje precisam ir até Guarulhos (a cerca de 30 km do centro) para embarcar em voos internacionais.

A título de comparação, aeroportos urbanos com vocação executiva são comuns em grandes centros globais. O London City Airport, no Reino Unido, opera voos internacionais de curta distância para capitais europeias, atendendo principalmente o distrito financeiro de Canary Wharf. Nos Estados Unidos, o Ronald Reagan Washington National Airport, próximo ao centro de Washington D.C., também opera voos domésticos e alguns internacionais de curta distância, enquanto os voos intercontinentais ficam concentrados no Dulles International Airport, mais afastado.

Para que a internacionalização se concretize, Congonhas precisaria de adequações em infraestrutura — como áreas de imigração e alfândega — e de aprovação regulatória da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A Aena não divulgou cronograma oficial, mas a movimentação sinaliza apetite por ampliar a rentabilidade da concessão, arrematada em 2022 por R$ 2,45 bilhões.

📊 Número do Dia

R$ 2,45 bilhões , Valor pago pela Aena na concessão de Congonhas em 2022, investimento que a empresa busca rentabilizar com novas rotas internacionais

Por que isso importa

Para o viajante corporativo e o turista, voos internacionais saindo de Congonhas significariam menos tempo perdido no trânsito até Guarulhos — imagine economizar até uma hora de deslocamento em cada viagem. Para as empresas aéreas, representa a chance de explorar um mercado de alta renda, com passageiros dispostos a pagar mais por conveniência. E para a economia paulistana, reforça a posição de São Paulo como centro de negócios da América do Sul, facilitando a integração comercial com os vizinhos do Cone Sul.


Fonte original: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/aena-mira-cone-sul-para-internacionalizar-aeroporto-de-congonhas/

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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