As exportações brasileiras de reboques e semirreboques cresceram 43,49% em 2024, totalizando assim 4.959 unidades vendidas ao mercado externo, ante 3.456 no ano anterior, segundo dados da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários). Nesse contexto, o Chile liderou as compras com 1.124 equipamentos, seguido por conseguinte pelo Paraguai (1.031 unidades) e Uruguai (373 unidades).
A preferência chilena por implementos brasileiros reflete, dessa forma, a adequação técnica dos produtos às demandas locais. “As empresas brasileiras têm oferecido soluções bastante adequadas às demandas do mercado chileno, o que explica a preferência dos operadores logísticos locais por nossos produtos”, afirma Jose Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR, em comunicado da ApexBrasil.
A título de comparação, o desempenho brasileiro contrasta, por outro lado, com a dinâmica de outros exportadores regionais. A Argentina, tradicional fornecedora de equipamentos para o Cone Sul, viu sua participação reduzida nos últimos anos devido à instabilidade cambial e à menor competitividade de preços. Por isso, o Brasil aproveitou essa janela para consolidar presença em mercados vizinhos.
A rodada de negócios em Santiago marca, portanto, a quarta missão brasileira ao Chile e a primeira do programa Move Brazil em 2025. Além disso, entre as 48 empresas participantes estão fabricantes consolidados como Randon, Librelato e Facchini, além de fornecedores de componentes e sistemas de refrigeração. Dessa maneira, a diversidade de participantes reflete a cadeia produtiva verticalizada do setor no Brasil.
📊 Número do Dia
43,49% — Crescimento das exportações brasileiras de implementos rodoviários em 2024
Por que isso importa
Para empresas do setor, o crescimento de 43% nas exportações sinaliza, sobretudo, oportunidades concretas de expansão em mercados latino-americanos, especialmente diante da recuperação logística pós-pandemia. Para o investidor, o desempenho reforça, da mesma forma, a competitividade da indústria brasileira de bens de capital em nichos especializados. Finalmente, para o cidadão, exportações mais robustas significam geração de empregos industriais qualificados e entrada de divisas que fortalecem o balanço comercial brasileiro.
Fonte original: ApexBrasil












