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Visa testa stablecoin com privacidade em rede blockchain

Visa e Brale testam liquidação de stablecoins com privacidade na Canton Network. Entenda o experimento e o que muda para pagamentos digitais no Brasil.
A Visa, em parceria com a fintech Brale, iniciou um teste de conceito para liquidar transações usando stablecoins (moedas digitais atreladas ao dólar) com controles de privacidade na Canton Network, segundo reportagem publicada pela The Block em 4 de junho de 2026.

A Visa, gigante global dos pagamentos, está testando uma nova forma de movimentar dinheiro digital com privacidade. Segundo a The Block, a empresa iniciou uma prova de conceito (um experimento técnico para validar uma ideia) em parceria com a Brale, uma fintech especializada em infraestrutura para stablecoins. O teste envolve a liquidação de transações usando stablecoins SBC (moedas digitais cujo valor é atrelado a uma moeda tradicional, como o dólar, para evitar a volatilidade típica do Bitcoin) na Canton Network, uma rede blockchain (registro digital compartilhado e auditável, como um cartório público descentralizado) voltada para instituições financeiras.

O diferencial do experimento está nos controles de privacidade. Diferentemente de blockchains públicas como Ethereum, onde qualquer pessoa pode ver todas as transações, a Canton Network permite que instituições compartilhem dados apenas com quem precisa saber, mantendo sigilo sobre valores e partes envolvidas. Isso é crucial para bancos e empresas que não podem expor informações sensíveis de clientes. A título de comparação, seria como um sistema de pagamentos que funciona com a transparência de um cartório, mas com cortinas que só se abrem para quem tem autorização.

Para o investidor brasileiro, o teste sinaliza que grandes players globais estão amadurecendo a infraestrutura de stablecoins para uso institucional. Embora o experimento ocorra fora do Brasil, ele antecipa tendências que podem chegar ao mercado local. O Banco Central brasileiro está desenvolvendo o Drex, sua moeda digital oficial, e testes como o da Visa mostram caminhos possíveis para integrar privacidade e eficiência em sistemas de pagamento digital. Historicamente, inovações testadas por gigantes como a Visa costumam influenciar padrões globais, incluindo mercados emergentes como o brasileiro.

A Canton Network é uma plataforma blockchain projetada para aplicações empresariais, com foco em privacidade e interoperabilidade (capacidade de diferentes sistemas conversarem entre si). A Brale, por sua vez, oferece infraestrutura que permite empresas emitirem e movimentarem stablecoins de forma programável, ou seja, com regras automáticas definidas em código. O teste da Visa explora como essas tecnologias podem ser combinadas para criar sistemas de liquidação mais rápidos e seguros que os atuais, que ainda dependem de intermediários bancários tradicionais.

📊 Número do Dia

1 teste , Prova de conceito da Visa com stablecoins e privacidade na Canton Network, sinalizando maturação da infraestrutura institucional para moedas digitais.

Por que isso importa

O experimento da Visa mostra que stablecoins estão deixando de ser apenas ferramentas de especulação para se tornarem peças de infraestrutura financeira real, com privacidade e controles que atendem exigências de bancos e grandes empresas. Para o Brasil, isso antecipa um futuro onde moedas digitais, incluindo o Drex, poderão coexistir com soluções privadas de pagamento, ampliando opções para empresas e consumidores sem abrir mão de sigilo e segurança.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/403658/visa-brale-test-privacy-enabled-sbc-stablecoin-settlement-on-canton-network?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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