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Dólar recua a R$ 5,21 com alívio nas tensões geopolíticas

Ibovespa sobe 1,24% com bancos em alta, enquanto investidores realizam lucros após escalada da moeda americana
Gráfico em formato triangular mostrando valor do dólar em R$ 5,21 sobre mesa com jornais e monitor financeiro
O dólar comercial fechou esta terça-feira (4) a R$ 5,218, com queda de 0,89%, após dois dias de turbulências no mercado financeiro. A Bolsa brasileira subiu 1,24%, impulsionada por ações de bancos.

Segundo a Agência Brasil, o mercado financeiro brasileiro viveu um dia de correção após a escalada recente da moeda americana. Dessa forma, o dólar operou em baixa durante toda a sessão, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,22. Por outro lado, a reversão ocorreu em meio à estabilidade no mercado de petróleo e ao anúncio do presidente estadunidense Donald Trump de que navios dos EUA poderão escoltar petroleiros no Golfo Pérsico, região onde o Estreito de Ormuz permanece fechado.

Ibovespa registra alta expressiva

Em contrapartida, o índice Ibovespa encerrou o pregão aos 185.366 pontos, com alta de 1,24%. Além disso, o desempenho foi sustentado principalmente por papéis de bancos, enquanto ações de petrolíferas e mineradoras recuaram, refletindo a estabilidade ou queda no preço das commodities. Por conseguinte, o barril do petróleo tipo Brent ficou estável em US$ 81,40, e o WTI subiu apenas 0,13%, para US$ 74,66.

Comparação com economias desenvolvidas

A título de comparação, a volatilidade cambial brasileira tem sido historicamente mais acentuada que a de economias desenvolvidas. Por exemplo, enquanto o real oscilou quase 1% em um único dia, moedas como o euro e a libra esterlina costumam apresentar variações diárias inferiores a 0,5% em condições normais de mercado. Visto que essa maior sensibilidade reflete a posição do Brasil como economia emergente, o país fica mais exposto a choques externos e fluxos de capital especulativo.

Investidores realizam lucros

Conforme reportado pela Agência Brasil, investidores aproveitaram a recente alta do dólar para realizar lucros, vendendo a moeda e contribuindo para a correção. Assim, a estabilidade no petróleo foi determinante para esse movimento, já que a commodity tem peso significativo na balança comercial brasileira e influencia diretamente as expectativas inflacionárias.

📊 Número do Dia

R$ 5,218 — Cotação de fechamento do dólar comercial, com queda de 0,89% no dia

Por que isso importa

De fato, a queda do dólar alivia pressões inflacionárias sobre produtos importados e insumos industriais, beneficiando empresas dependentes de importações e reduzindo a pressão sobre os preços ao consumidor. Para investidores, portanto, o movimento representa uma correção técnica após ganhos recentes, mas a volatilidade deve persistir enquanto as tensões no Golfo Pérsico não forem resolvidas. Sobretudo, o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, mantém o risco de novos choques nos preços de energia, com impacto direto nos custos de transporte e produção no Brasil.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/dolar-cai-para-r-521-em-dia-de-correcao-no-mercado

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