Os veículos deverão ser entregues de uma só vez, em até 90 dias úteis após a assinatura. O contrato tem duração de 12 meses, com vigência até outubro de 2027. Trata-se de uma compra contratada, não de uma frota cuja entrega já esteja demonstrada.
Conforme o edital descrito pela Revista Oeste, a aquisição pretende atender aos 33 ministros da Corte. Os novos utilitários esportivos, conhecidos como SUVs, substituirão um Chevrolet Omega de 2008/2009, dez Hyundai Azera de 2015/2016 e 24 Ford Fusion fabricados em 2017 e 2018.
O preço caiu em relação à estimativa
A Toyota venceu o pregão eletrônico, modalidade de disputa entre fornecedores, pelo critério de menor preço. A estimativa inicial era de R$ 430,4 mil por unidade, acima dos R$ 359,5 mil contratados. Essa diferença reduz o compromisso financeiro em relação ao orçamento previsto, mas não equivale, por si só, à economia que a troca poderá produzir durante o uso.
Comprar por menos e gastar menos com a frota são avaliações diferentes. A primeira compara o preço contratado com uma referência. A segunda considera o desembolso de aquisição e os custos posteriores, como combustível, manutenção e reparos, em comparação com a alternativa de conservar os automóveis atuais.
A manutenção é o argumento econômico da troca
Segundo o STJ, os carros apresentam elevado desgaste, exigem manutenções constantes e onerosas e enfrentam dificuldade de reposição de peças. Se a substituição reduzir essas despesas e as interrupções de uso, poderá compensar parte do investimento. O material não apresenta valores de manutenção que permitam calcular essa compensação.
O contrato exige motor a diesel com potência mínima de 200 cavalos, tração nas quatro rodas, transmissão automática, bancos de couro e garantia mínima de cinco anos. Essas características definem o produto comprado; a garantia também importa para avaliar quais despesas futuras estarão cobertas.
Para os cofres públicos, a vantagem econômica dependerá de quanto a renovação reduzirá os custos da frota diante do desembolso contratado. O preço abaixo da estimativa favorece essa conta, mas é a relação entre a necessidade de transporte atendida e o custo total dos veículos que determinará o resultado.
📊 Número do Dia
R$ 12,6 milhões : Valor do contrato assinado em 9 de outubro para adquirir 35 veículos, com vigência até outubro de 2027.
Por que isso importa
A renovação compromete recursos públicos agora e pode reduzir despesas de manutenção depois. O ganho econômico depende dessa relação, não apenas do preço obtido no pregão.
Fonte original: https://revistaoeste.com/no-ponto/stj-destina-r-126-milhoes-a-compra-de-carros-para-ministros/
