A atualização chega à folha de outubro de forma automática. Os depósitos serão feitos pela Caixa Econômica Federal até o dia 30, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS): quem tem final 1 recebe primeiro; quem tem final 0, no encerramento do calendário. O decreto produz efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, informa a Folha de S.Paulo.
Mais reais não significam igual ganho de consumo
A diferença entre o piso anterior e o novo é de R$ 91 por família. Esse é o aumento nominal, isto é, a quantia adicional em reais. O ganho de poder de compra depende também dos preços. Se os produtos e serviços consumidos pela família encareceram, parte ou todo o acréscimo será necessário apenas para recuperar o que o benefício comprava antes.
Segundo o governo, o reajuste anunciado de 15,04% recompõe a inflação desde março de 2023, quando entrou em vigor a atual versão do programa. A reportagem informa que o decreto determina a correção pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Trata-se, portanto, de uma atualização apresentada como reposição, não como expansão equivalente do consumo.
A composição familiar também altera o repasse
A correção não ficou restrita ao piso. O Benefício de Renda de Cidadania passou de R$ 142 para R$ 164 por integrante. A parcela para crianças com menos de sete anos subiu de R$ 150 para R$ 173. Já o adicional destinado a gestantes, mulheres que amamentam e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos passou de R$ 50 para R$ 58.
Essas parcelas tornam a composição familiar relevante para o valor recebido. Por isso, o acréscimo de R$ 91 no mínimo não descreve necessariamente a mudança no pagamento de cada família. Para os beneficiários, o efeito concreto será a diferença entre o repasse atualizado e o custo de suas despesas.
Nas contas públicas, elevar os valores aumenta a despesa com transferências se forem mantidos o público atendido e as demais condições. O material não informa o custo agregado da correção. A tensão econômica é essa: preservar a capacidade de compra do benefício exige recursos adicionais, mas o aumento em reais não representa, por si só, melhora equivalente no padrão de vida.
📊 Número do Dia
R$ 691 : Novo valor mínimo mensal por família na folha de outubro de 2026, ante R$ 600 antes do reajuste.
Por que isso importa
A correção amplia o dinheiro recebido pelas famílias, mas seu efeito sobre o consumo depende da alta dos preços. Para as contas públicas, preservar o poder de compra do benefício exige maior despesa, mantidas as demais condições.
