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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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China propõe limitar tecnologia solar, não apenas vender painéis

A China propôs, na sexta-feira (16), controles sobre a exportação de 12 tecnologias usadas na fabricação de equipamentos solares. Segundo reportagem da Reuters publicada pela Folha de S.Paulo, o Ministério do Comércio chinês justifica a iniciativa por preocupações com segurança nacional.

China propõe controlar exportações de 12 tecnologias solares. Veja como limitar o conhecimento de fabricação pode afetar a concorrência e o Brasil.

A proposta acrescentaria tecnologias solares à lista chinesa de controle de exportações. A consulta pública termina em 15 de novembro. Há, porém, uma exigência já em vigor, segundo a reportagem: os exportadores precisam registrar determinadas transferências de tecnologia ao exterior enquanto o catálogo não é formalmente atualizado. Registro obrigatório e proibição proposta são etapas distintas.

O controle alcança a capacidade de fabricar

O objeto da medida é o conhecimento usado para produzir equipamentos solares. Isso importa porque comprar um painel pronto não equivale a dominar sua fabricação. Restringir a transferência desse conhecimento pode dificultar a expansão de fabricantes fora da China, mesmo sem representar uma proibição de vender os próprios painéis.

O desenho prevê tratamentos diferentes. Algumas tecnologias seriam proibidas, incluindo processos ligados a células de perovskita e células tandem. A primeira tem potencial para elevar a conversão da luz em eletricidade; a segunda combina camadas de perovskita e silício para aproveitar uma parcela maior da luz solar. Outras tecnologias avançadas de fabricação ficariam sujeitas a restrições, mas não a proibição.

Entre os processos que seriam proibidos está também uma técnica de produção em larga escala de polissilício, matéria-prima dos painéis. Segundo a reportagem, ela consome menos energia e custa menos que o processo atualmente predominante. Limitar sua transferência pode, portanto, restringir o acesso de concorrentes a uma forma mais econômica de produzir.

Segurança nacional e concorrência industrial

O ministério afirma que tecnologias solares têm uso crescente em áreas sensíveis, como defesa e atividade aeroespacial. Já analistas citados na reportagem interpretam os controles como uma tentativa de preservar a liderança chinesa diante da expansão industrial da Índia. São justificativa oficial e avaliação de mercado, não uma mesma constatação.

Para o Brasil, o canal econômico possível passa pelas condições de acesso à tecnologia e pela concorrência entre fornecedores. Se as restrições dificultarem a entrada ou a expansão de fabricantes, projetos brasileiros poderão encontrar menos alternativas de fornecimento no futuro. A fonte não documenta impacto sobre preços, importações ou investimentos no país.

O efeito dependerá do alcance final dos controles: preservar a venda de equipamentos enquanto se limita o conhecimento para fabricá-los pode manter o abastecimento imediato, mas dificultar a formação de novos concorrentes. É nessa diferença entre acesso ao produto e acesso à produção que está a consequência econômica central da proposta.

📊 Número do Dia

12 tecnologias : Tecnologias usadas na fabricação de equipamentos solares abrangidas pela proposta chinesa anunciada em 16 de outubro de 2026.

Por que isso importa

Restringir o conhecimento necessário para fabricar equipamentos solares pode dificultar a expansão de concorrentes. Para projetos brasileiros, o efeito possível passa pelas alternativas futuras de fornecimento, sem impacto local comprovado no material.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/economia-sustentavel/2026/10/china-propoe-controlar-exportacoes-sobre-tecnologias-para-equipamentos-solares.shtml