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domingo, 25 de outubro de 2026 Brasil

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Strategy e Strive: dividendos disputam recursos com o bitcoin

Strategy e Strive enfrentam uma disputa entre financiar novas compras de bitcoin e sustentar os pagamentos aos investidores de suas ações preferenciais. Reportagem da CoinDesk publicada em 24 de outubro de 2026 mostra como esse canal de captação também cria compromissos que consomem caixa.

Strategy e Strive usam ações preferenciais para financiar bitcoin, mas dividendos e recompras disputam caixa e condicionam novas aquisições do ativo.

As ações preferenciais de empresas que acumulam bitcoin financiaram a compra de 135.979 unidades da criptomoeda desde 2025 até 5 de outubro de 2026, segundo levantamento da Fidelity Digital Assets citado pela CoinDesk. O mecanismo amplia os recursos disponíveis para aquisições, mas exige conciliar novas compras com dividendos aos investidores.

Esses títulos oferecem pagamentos periódicos e não têm vencimento fixo. Isso reduz a pressão para devolver todo o capital em uma data determinada, mas não elimina o custo recorrente da captação. Conforme aumenta a quantidade de ações emitidas, cresce também o montante necessário para remunerar seus detentores.

O preço da ação condiciona novas compras

Segundo Mark Palmer, analista da StoneX ouvido pela reportagem, a continuidade desse financiamento depende de os títulos negociarem perto ou acima do valor de referência da emissão. Quando o preço cai abaixo desse patamar, captar mais se torna menos atraente. Nesse cenário, as empresas podem preferir recomprar ações, explicou James Butterfill, diretor de pesquisa da CoinShares.

A escolha já aparece nos números da Strategy. Segundo Butterfill, a atualização semanal citada pela CoinDesk registrou US$ 193 milhões destinados à recompra da preferencial STRC, ao lado da aquisição de 267 bitcoins. Recomprar títulos pode reduzir dividendos futuros, mas utiliza hoje recursos que poderiam financiar novas compras da criptomoeda.

Dividendos atraem outro investidor

O atrativo está em alcançar quem busca renda periódica e evita comprar bitcoin diretamente. Ryan Rasmussen, chefe de pesquisa da Bitwise, espera que os fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, continuem sendo o maior canal de demanda. Em sua avaliação, as preferenciais funcionariam como uma fonte complementar, voltada a outro perfil de investidor.

Para quem acompanha criptoativos no Brasil, a distinção importa: comprar uma preferencial não equivale a comprar bitcoin. Alex Blume, da gestora Two Prime, destacou à CoinDesk que esses papéis também respondem à gestão da empresa, aos compromissos do emissor e às condições do mercado de capitais.

O resultado é uma fonte de demanda condicionada à capacidade de financiamento das empresas. Se a captação perde atratividade, o apoio às compras de bitcoin pode enfraquecer, enquanto os dividendos continuam disputando caixa. A estrutura permite captar sem vencimento fixo, mas não torna ilimitada a capacidade de acumular a criptomoeda.

🪙 Número do Dia

135.979 bitcoins : Compras financiadas por ações preferenciais desde 2025 até 5 de outubro de 2026, segundo a Fidelity Digital Assets, citada pela CoinDesk.

Por que isso importa

As preferenciais abrem um canal adicional de financiamento para compras de bitcoin, mas criam pagamentos recorrentes. A sustentação dessa demanda depende também do preço dos títulos e da capacidade das empresas de administrar o caixa.


Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/10/24/strategy-strive-face-balancing-act-between-bitcoin-buying-and-preferred-stock-dividends