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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Dona do Pirajá quer crescer sem diluir o atendimento

A Companhia Tradicional de Comércio (CTC), dona do Original, do Pirajá e da Bráz, planeja inaugurar sua primeira pizzaria em Brasília no início de dezembro de 2026. Segundo a Folha de S.Paulo, a abertura dará impulso à expansão além do eixo Rio-São Paulo, com Belo Horizonte como próximo destino.

Dona do Pirajá e da Bráz prepara expansão além do eixo Rio-SP. Reter funcionários e acertar novos pontos são condições para preservar o atendimento.

Das 53 operações da companhia, 48 estão na Grande São Paulo. Levar as marcas a outras praças significa ampliar uma presença ainda concentrada, mas também administrar restaurantes mais distantes da base. O ponto econômico central é preservar o atendimento que diferencia as casas enquanto aumenta a complexidade da operação.

A trajetória ajuda a explicar essa tensão. O Original nasceu em 1996 com os sócios se revezando no balcão. Segundo Ricardo Garrido, um dos fundadores, a entrada do fundo 2+capital na sociedade, em 2014, trouxe mudanças de gestão e executivos mais preparados. Crescer deixou de depender apenas do surgimento de um imóvel ou de uma ideia.

Carreira como instrumento de expansão

Hoje, a CTC tem 1.500 funcionários. João Adas, presidente executivo da companhia, afirma que reter profissionais é mais difícil do que atraí-los: o trabalho em pé e o ritmo intenso nos fins de semana levam a saídas durante o primeiro ano de contrato.

A resposta da empresa é usar o próprio tamanho para oferecer perspectivas de carreira. Segundo Adas, são promovidos 150 colaboradores a cada trimestre, equivalentes a 10% do quadro. Isso não demonstra, por si só, redução das saídas, mas explicita o incentivo: permanecer pode abrir caminho para funções de maior responsabilidade.

A escala pode ajudar a sustentar o serviço, não apenas multiplicar endereços. Se a possibilidade de promoção estimular a permanência, a empresa pode preservar conhecimento sobre cardápios, atendimento e rotinas. Menos substituições também podem reduzir o esforço de contratar e treinar equipes, liberando capacidade de gestão para novas unidades.

Uma marca conhecida ainda precisa acertar o endereço

Essa estrutura não elimina o risco comercial. Garrido reconhece que algumas lojas fracassaram por erros da própria companhia e aponta a escolha do ponto adequado para cada marca como uma dificuldade. A experiência acumulada, portanto, não equivale a uma garantia de demanda em outra cidade.

A expansão pode ampliar as oportunidades internas que ajudam a reter funcionários. Mas essa vantagem depende de novas casas capazes de sustentar equipes e atendimento, sem enfraquecer as existentes. Para a CTC, crescer com consistência exige transformar a experiência dos donos em uma operação que funcione também longe deles.

📊 Número do Dia

48 de 53 operações : Unidades da CTC localizadas na Grande São Paulo, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em outubro de 2026.

Por que isso importa

A expansão exige mais do que levar marcas conhecidas a novas cidades. Reter equipes e escolher pontos com demanda são condições para ampliar o negócio sem comprometer o atendimento.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/grupo-dono-do-original-e-do-piraja-faz-30-anos-com-fome-para-crescer-alem-do-eixo-rio-sp.shtml