A troca no conselho acompanha uma discussão sobre o rumo da Sequoia, que atravessa uma crise há anos, conforme a coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo. A companhia avalia entrar na logística para serviços financeiros. Uma das ideias é transportar e distribuir maquininhas de pagamento, mas o projeto ainda é embrionário e depende de tratativas para ser viabilizado.
A gestora Jive detém 90% do capital social, a participação na propriedade da empresa. Pessoas próximas da companhia ouvidas pela coluna atribuem as destituições a uma divergência de visão: os conselheiros que saíram não refletiriam os novos caminhos pretendidos. Eduardo Gomes Fernandes, acionista e integrante de conselhos de outras empresas, entrou no colegiado.
Trocar o conselho pode mudar a alocação de recursos
O conselho de administração participa da orientação estratégica e da supervisão da gestão. Sua composição importa porque influencia quais projetos recebem apoio e como os administradores são cobrados. Na Sequoia, a articulação entre a controladora e minoritários aproxima esses acionistas em torno de uma mudança de direção, sem demonstrar, por si só, que a estratégia produzirá retorno.
Paralelamente, Leopoldo de Bruggen e Silva, que acumula as funções de diretor-presidente, financeiro e de relações com investidores, conduz conversas com investidores sobre a nova configuração e as possibilidades do negócio. Segundo a reportagem, acionistas avaliam que essa orientação pode mudar a percepção do mercado. Essa é uma expectativa deles, não um resultado já observado.
Maquininhas são uma possibilidade, não uma operação implantada
A frente de serviços financeiros é apresentada na reportagem como menos exposta a riscos e à volatilidade, isto é, às oscilações do negócio. Para que essa possibilidade tenha valor econômico, porém, a receita obtida precisará compensar os custos de atender os clientes e os recursos necessários à operação.
A mudança no comando só ganha consequência econômica se alterar a execução. Para os acionistas, a questão central não é apenas aprovar outro rumo, mas transformar a iniciativa em contratos e resultados que justifiquem os recursos empregados. A saída do fundador abre espaço para uma orientação diferente; a viabilidade da nova atividade dependerá das condições comerciais e operacionais que a Sequoia conseguir construir.
📊 Número do Dia
90% do capital social : Participação da Jive, controladora da Sequoia, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 16 de outubro de 2026.
Por que isso importa
A troca no conselho pode alterar os projetos apoiados pela Sequoia e a aplicação de seus recursos. O benefício para os acionistas dependerá de transformar a estratégia em uma operação economicamente viável.
