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domingo, 23 de agosto de 2026 Brasil

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Dólar cai a R$ 5,14 com alívio externo

O dólar comercial fechou a R$ 5,142 nesta sexta-feira (21), queda de 1% no dia e de 1,53% na semana, no menor patamar em 10 dias. A bolsa brasileira subiu 1,85%, impulsionada por ações de bancos e pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior.

Dólar cai a R$ 5,14 com alívio externo e bolsa sobe 2,45% na semana. Petróleo dispara 6,6% com tensões no Oriente Médio. Entenda os impactos.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (21) a R$ 5,142, queda de 1% no dia, no menor nível desde 10 de agosto. Na semana, a moeda americana acumulou recuo de 1,53%, segundo dados da Agência Brasil. Para entender o que isso significa: quando o dólar cai, produtos importados ficam mais baratos e viagens ao exterior custam menos para o brasileiro — mas exportadores ganham menos reais por cada dólar que recebem lá fora.

O movimento de queda foi puxado pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional. O índice DXY (que mede a força do dólar contra seis moedas importantes, como euro e libra) caiu para 98,856 pontos, menor nível em três meses. Isso aconteceu porque o Tesouro dos Estados Unidos sinalizou que vai recomprar títulos públicos de longo prazo — uma operação que injeta dinheiro no mercado e reduz a pressão sobre a moeda americana. É como se o governo americano estivesse devolvendo dinheiro aos investidores, o que aumenta a liquidez (dinheiro disponível) e torna o dólar menos atrativo.

O real brasileiro esteve entre as moedas de melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno. A título de comparação, o euro atingiu o maior valor desde maio, e a libra esterlina alcançou o maior nível desde fevereiro — mostrando que o movimento foi global, não apenas brasileiro. Esse tipo de alívio costuma beneficiar países emergentes, que dependem de capital estrangeiro e sofrem quando o dólar está muito forte.

Bolsa sobe com bancos em alta

O Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira, que reúne as ações mais negociadas) fechou em alta de 1,85%, aos 171.031 pontos. Foi a terceira alta consecutiva e o maior nível desde 10 de agosto, segundo a Agência Brasil. Na semana, a bolsa acumulou ganho de 2,45%, embora ainda registre queda de 3,91% no mês.

As ações de bancos foram as principais responsáveis pela alta. Porém, o fluxo de capital estrangeiro continua negativo: até 19 de agosto, investidores de fora tiraram R$ 22 bilhões da bolsa brasileira. Isso significa que, apesar da recuperação recente, o mercado ainda enfrenta desconfiança externa — possivelmente ligada ao cenário eleitoral e às incertezas fiscais do país.

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio

O barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) subiu 0,65% no dia, para US$ 94,39, e acumulou alta de 6,6% na semana. O aumento reflete as tensões entre Estados Unidos e Irã e os riscos ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — uma das rotas mais críticas do planeta, segundo dados públicos da Agência Internacional de Energia.

O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho segue abaixo dos níveis normais, mantendo o mercado em alerta. Para o consumidor brasileiro, isso pode significar pressão sobre os preços dos combustíveis, já que o Brasil importa derivados de petróleo e os preços internos acompanham as cotações externas.

📊 Número do Dia

R$ 5,142 — Menor cotação do dólar em 10 dias, com queda de 1,53% na semana

Por que isso importa

A queda do dólar alivia a pressão sobre a inflação de produtos importados e pode reduzir o custo de viagens ao exterior para o brasileiro. Para empresas que importam insumos, significa margem maior. Já para exportadores, a receita em reais diminui. A alta do petróleo, por outro lado, pode pressionar os preços dos combustíveis nas próximas semanas, afetando o bolso do consumidor e o custo do transporte. Investidores devem ficar atentos ao fluxo de capital estrangeiro, que segue negativo apesar da recuperação da bolsa.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/dolar-cai-r-514-com-alivio-no-mercado-externo