A OKX, exchange global de criptomoedas (plataforma digital onde se compra e vende ativos como Bitcoin e Ethereum), está em conversas avançadas para adquirir 40% da Coinone, uma das principais corretoras de cripto da Coreia do Sul. Conforme reportou a CoinDesk, a operação também envolveria a Korea Investment and Securities, grande corretora tradicional sul-coreana, sinalizando uma ponte entre o mercado financeiro convencional e o universo cripto no país asiático.
A Coreia do Sul é um dos mercados mais ativos de criptomoedas no mundo, com alta penetração de investidores de varejo (pessoas físicas que investem por conta própria, sem intermediários profissionais). O movimento da OKX replica a estratégia da Binance, que concluiu a aquisição da Gopax, exchange sediada em Seul, em 2025. Ambas as operações refletem o interesse das grandes plataformas globais em obter licenças locais e acesso direto a mercados regulados da Ásia, onde as regras para exchanges estrangeiras são rigorosas.
Para contextualizar, a Coreia do Sul exige que exchanges de criptomoedas obtenham registro junto às autoridades financeiras e cumpram regras de combate à lavagem de dinheiro. Comprar participação em uma corretora local já licenciada é uma forma de contornar barreiras regulatórias e ganhar tempo de entrada no mercado. A título de comparação, no Brasil, exchanges estrangeiras como Binance e Coinbase operam diretamente, mas precisam se registrar no Banco Central e seguir as normas da Receita Federal para declaração de operações.
A OKX, sediada nas Seychelles, é uma das cinco maiores exchanges do mundo em volume de negociação (quantidade de dinheiro movimentada diariamente), segundo dados públicos da CoinGecko. A Coinone, fundada em 2014, é uma das corretoras mais antigas da Coreia do Sul e possui licença completa para operar no país. A participação da Korea Investment and Securities na operação sugere que o mercado financeiro tradicional sul-coreano vê valor em se associar ao setor cripto, movimento ainda incipiente no Brasil.
No mercado brasileiro, o paralelo mais próximo seria imaginar uma grande corretora como XP ou BTG Pactual adquirindo fatia significativa de uma exchange cripto local, como Mercado Bitcoin ou Foxbit. Até o momento, a integração entre bancos tradicionais e plataformas cripto no Brasil se dá mais por parcerias de custódia (guarda de ativos) do que por aquisições diretas.
📊 Número do Dia
40% , Fatia da Coinone que a OKX negocia adquirir, em parceria com corretora tradicional sul-coreana, para entrar no mercado regulado da Coreia do Sul.
Por que isso importa
A entrada de grandes exchanges globais em mercados asiáticos regulados mostra que o setor cripto está amadurecendo e buscando conformidade com regras locais, em vez de operar à margem. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza que plataformas globais estão dispostas a investir pesado para operar dentro da lei, o que pode aumentar a segurança e a confiança no setor. Além disso, a participação de corretoras tradicionais em operações cripto reforça a tendência de convergência entre finanças tradicionais e ativos digitais, movimento que pode se intensificar no Brasil com a regulamentação em curso pelo Banco Central.
Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/05/15/okx-korea-investment-and-securities-said-to-be-in-talks-for-40-of-coinone












