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Strategy enfrenta teto de US$ 28 bilhões em ações preferenciais

Strategy se aproxima do teto de US$ 28 bi em ações STRC, mas Delphi Digital aponta alternativas para a empresa seguir comprando Bitcoin.
A Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, está próxima de atingir o limite de US$ 28 bilhões para emissão de ações preferenciais STRC, segundo análise da Delphi Digital publicada em 14 de maio de 2025.

A Strategy, empresa comandada por Michael Saylor e conhecida por acumular Bitcoin no balanço, enfrenta um obstáculo técnico que pode limitar sua capacidade de compra da criptomoeda. Segundo relatório da Delphi Digital divulgado nesta quarta-feira (14), a companhia está se aproximando do teto de US$ 28 bilhões para emissão de ações preferenciais da classe STRC, um dos principais mecanismos que a empresa usa para levantar dinheiro e comprar mais Bitcoin.

Para contextualizar, ações preferenciais são títulos que dão ao investidor prioridade no recebimento de dividendos (quando a empresa distribui lucros), mas geralmente não conferem direito a voto nas decisões da companhia. A Strategy emite essas ações STRC e usa o dinheiro captado para adquirir Bitcoin, transformando o balanço corporativo em uma espécie de fundo de investimento em criptomoedas. É como se a empresa vendesse participações especiais para financiar a compra de um ativo que considera valioso no longo prazo.

O limite de US$ 28 bilhões não é uma barreira absoluta, segundo os pesquisadores da Delphi Digital. A análise aponta que a Strategy ainda pode recorrer a outros instrumentos de captação, como emissão de dívida conversível (títulos que podem ser trocados por ações no futuro) ou até mesmo ações ordinárias (aquelas que dão direito a voto). Esses mecanismos já foram usados pela empresa no passado e continuam disponíveis, embora cada um tenha custos e implicações diferentes para os acionistas atuais.

Para o investidor brasileiro, a situação da Strategy serve como termômetro indireto do apetite institucional por Bitcoin. Embora a empresa não tenha ações negociadas na B3, seu modelo de acumulação de Bitcoin influencia o mercado global da criptomoeda, que por sua vez afeta os ETFs de Bitcoin disponíveis no Brasil, como HASH11, BITH11 e QBTC11. Historicamente, anúncios de grandes compras pela Strategy costumam coincidir com períodos de alta do Bitcoin, embora não haja relação de causalidade comprovada. A título de comparação, a Strategy detém mais de 500 mil Bitcoins (segundo dados públicos de mercado até abril de 2025), o equivalente a cerca de 2,4% de todos os Bitcoins que existirão quando a emissão da moeda estiver completa (21 milhões de unidades).

📊 Número do Dia

US$ 28 bilhões , Teto de emissão de ações preferenciais STRC que a Strategy está próxima de atingir, segundo a Delphi Digital

Por que isso importa

A Strategy é a maior compradora corporativa de Bitcoin do mundo e seus movimentos funcionam como indicador do apetite institucional pela criptomoeda. Se a empresa encontrar dificuldades para captar recursos, pode reduzir o ritmo de compras, o que historicamente coincide com períodos de menor pressão de alta no preço do Bitcoin. Para investidores brasileiros em ETFs de cripto, entender essas dinâmicas ajuda a antecipar possíveis variações de preço no mercado global, que se refletem diretamente nos produtos negociados na B3.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/strategys-bitcoin-engine-28b-strc-ceiling-delphi?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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