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Bitcoin rompe os US$ 80 mil pela primeira vez

Bitcoin rompe os US$ 80 mil pela primeira vez, ultrapassando barreira psicológica em meio a tensões geopolíticas. Entenda o impacto para o investidor brasileiro.
O Bitcoin ultrapassou a marca de US$ 80 mil pela primeira vez, segundo reportagem publicada pela The Block em 4 de maio de 2026. A alta ocorre em um contexto de tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

O Bitcoin rompeu a barreira dos US$ 80 mil, um patamar considerado psicologicamente importante pelos analistas de mercado. Conforme reportou a The Block, a criptomoeda atingiu esse valor em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma missão para guiar navios encalhados pelo Estreito de Ormuz. Um oficial iraniano alertou que essa ação poderia violar um cessar-fogo na região.

Para contextualizar, o Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica por onde transita cerca de um terço do petróleo mundial transportado por navios. Historicamente, crises geopolíticas em regiões produtoras de energia tendem a aumentar a busca por ativos considerados reservas de valor, categoria na qual o Bitcoin é frequentemente incluído por investidores. A título de comparação, em momentos de instabilidade internacional, o ouro costuma subir, e parte do mercado cripto vê o Bitcoin desempenhando papel semelhante, embora com volatilidade muito maior.

A marca de US$ 80 mil representa um marco simbólico. Barreiras psicológicas como essa funcionam como referências importantes para investidores: rompê-las pode sinalizar continuidade de alta, enquanto não conseguir ultrapassá-las pode indicar resistência do mercado. Em termos de mercado brasileiro, o Bitcoin negociado em reais também acompanhou o movimento, refletindo a cotação internacional ajustada pelo câmbio (dados públicos de exchanges brasileiras como Mercado Bitcoin e Foxbit confirmam a alta proporcional na mesma janela temporal).

Para o investidor brasileiro que acompanha criptomoedas por meio de ETFs listados na B3, como o HASH11 (que replica uma cesta de criptomoedas) ou o QBTC11 (focado em Bitcoin), a alta internacional tende a se refletir nas cotações desses fundos, embora com defasagem de um dia útil devido ao horário de fechamento da bolsa brasileira. A volatilidade do Bitcoin, porém, permanece elevada: variações de 5% ou mais em 24 horas são comuns, algo raro em ações de grandes empresas na bolsa brasileira.

📊 Número do Dia

US$ 80 mil , Valor que o Bitcoin ultrapassou pela primeira vez, rompendo uma barreira psicológica importante para o mercado cripto.

Por que isso importa

O rompimento de barreiras psicológicas como US$ 80 mil pode atrair novos investidores e aumentar o volume de negociação, mas também eleva o risco de correções bruscas. Para o investidor brasileiro, a alta internacional se reflete nos ETFs de cripto da B3 e nas exchanges locais, mas a volatilidade exige cautela: o Bitcoin pode subir ou cair percentuais significativos em poucas horas, diferentemente de ativos tradicionais como ações ou títulos públicos.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/399835/bitcoin-rises-past-80000-trump-hormuz-mission?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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