O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inicia nesta segunda-feira (13) sua primeira viagem internacional no cargo, com agenda até o dia 20 nos Estados Unidos, Espanha e Alemanha. Segundo a Agência Brasil, a missão tem como objetivo reforçar a posição do Brasil em debates globais sobre reforma tributária internacional, transição energética (a mudança de fontes poluentes como petróleo para energias limpas como solar e eólica) e fortalecimento de instituições multilaterais (organizações que reúnem vários países, como o FMI).
O roteiro começa em Washington, onde Durigan participará das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial — encontros semestrais que funcionam como uma espécie de assembleia geral da economia mundial, reunindo ministros de finanças e presidentes de bancos centrais de mais de 190 países. A partir de sábado (19), o ministro acompanha a comitiva do presidente Lula na Europa, com compromissos voltados à defesa da democracia, política industrial e cooperação internacional.
Entre os interlocutores previstos estão a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva; o ministro da Economia da França, Roland Lescure; o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an; a presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil. A agenda reflete a tentativa do Brasil de ampliar seu protagonismo em temas como justiça tributária global — a ideia de que multinacionais paguem impostos onde realmente operam, e não apenas em paraísos fiscais — e financiamento climático.
A título de comparação, países emergentes como Índia e África do Sul também têm intensificado sua presença nesses fóruns, buscando influenciar regras que historicamente foram definidas pelas economias desenvolvidas. O Brasil, que presidiu o G20 em 2024, tenta consolidar essa posição de liderança entre os países em desenvolvimento.
Por que isso importa
Para o cidadão brasileiro, essas negociações podem ter impacto direto: acordos sobre tributação de multinacionais podem aumentar a arrecadação do país sem elevar impostos internos, enquanto compromissos climáticos podem atrair investimentos em energia limpa e gerar empregos. Para empresas, especialmente as exportadoras, a agenda europeia pode abrir portas para parcerias em setores como hidrogênio verde e tecnologias sustentáveis. Para investidores, a viagem sinaliza continuidade na política econômica, mesmo com a troca de comando na Fazenda — um fator importante para a confiança do mercado.
📊 Número do Dia
190+ — países participam das reuniões de primavera do FMI e Banco Mundial, onde o Brasil busca ampliar sua influência em debates sobre tributação global e clima
Por que isso importa
Para o cidadão brasileiro, essas negociações podem ter impacto direto: acordos sobre tributação de multinacionais podem aumentar a arrecadação do país sem elevar impostos internos, enquanto compromissos climáticos podem atrair investimentos em energia limpa e gerar empregos. Para empresas, especialmente as exportadoras, a agenda europeia pode abrir portas para parcerias em setores como hidrogênio verde e tecnologias sustentáveis. Para investidores, a viagem sinaliza continuidade na política econômica, mesmo com a troca de comando na Fazenda — um fator importante para a confiança do mercado.
Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/ministro-da-fazenda-inicia-agenda-internacional-nos-eua-e-na-europa












