A 99, plataforma de mobilidade controlada pela chinesa Didi Chuxing, está acelerando sua entrada no mercado de delivery de comida no Brasil. Nesse sentido, a empresa anunciou investimento de R$ 100 milhões em Maceió, quarta capital nordestina a receber o serviço, depois de Recife, Fortaleza e Salvador. Além disso, a operação na capital alagoana conta com 3,1 mil entregadores e promete tempo médio de entrega entre 25 e 30 minutos.
Por sua vez, o investimento em Maceió representa 5% do plano nacional de R$ 2 bilhões que a 99 destinou ao setor de delivery. A estratégia da empresa é clara: competir por preço em um mercado dominado por iFood e Rappi, oferecendo taxas menores tanto para restaurantes quanto para consumidores. Dessa forma, segundo Bruno Rossini, diretor sênior de comunicação da 99, a proposta é “trazer preços baixos” e atrair estabelecimentos e clientes que hoje ficam de fora do mercado devido aos custos elevados.
Para entender a dimensão do movimento, vale comparar com o mercado internacional. Na América Latina, o setor de delivery de comida movimentou US$ 28 bilhões em 2025, segundo dados da consultoria Statista, com o Brasil respondendo por cerca de 40% desse total. Assim, o modelo de negócio da 99Food — integrado a um superaplicativo que já oferece transporte e pagamentos — segue tendência vista em mercados asiáticos, onde plataformas como Grab (Sudeste Asiático) e Gojek (Indonésia) consolidaram ecossistemas digitais completos.
Da mesma forma, a 99Food utiliza inteligência artificial para conectar pedidos a entregadores, buscando reduzir o tempo de espera. Por exemplo, o catálogo inclui redes como McDonald’s e Burger King, além de estabelecimentos locais. Os entregadores têm garantia de ganho mínimo ao completar 20 viagens de moto, sendo pelo menos cinco de delivery de comida — uma tentativa de atrair profissionais em meio à concorrência acirrada por mão de obra.
Anteriormente, desde 2012, a 99 opera em mais de 3.300 cidades brasileiras, conectando 60 milhões de usuários a 2,5 milhões de motoristas e motociclistas. Portanto, o setor de entregas da empresa cresceu 125% no último ano, sinalizando apetite por diversificação além do transporte de passageiros. Por conseguinte, a expansão para delivery de comida representa uma aposta de que o mercado brasileiro ainda tem espaço para novos competidores, especialmente em cidades médias e capitais regionais.
📊 Número do Dia
R$ 2 bilhões , Investimento total da 99 para expandir operação de delivery de comida a mais de 100 cidades brasileiras até junho de 2026
Por que isso importa
A entrada agressiva da 99 no mercado de delivery pode pressionar as taxas cobradas de restaurantes e consumidores, hoje entre as mais altas do mundo. Dessa forma, para pequenos estabelecimentos, significa uma alternativa real ao domínio do iFood, que controla cerca de 80% do mercado brasileiro. Por outro lado, para o consumidor, a concorrência tende a resultar em preços menores e mais promoções. Finalmente, para os entregadores, a disputa por mão de obra pode melhorar condições de trabalho e remuneração — ainda que temporariamente, até a consolidação do mercado.
Fonte original: https://oglobo.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/03/19/99food-chega-a-maceio-com-investimento-de-r-100-milhoes-1.ghtml












