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IGP-M: O Índice que Mexe com Seu Aluguel Todo Mês

Entenda como este termômetro da economia brasileira calculado pela FGV define os reajustes anuais do seu contrato
Gráfico mostrando a evolução do IGP-M com ícones de casa e dinheiro representando o impacto no aluguel

Você sabia que existe um número que pode fazer seu aluguel subir (ou descer) todo ano, mesmo sem você saber direito o que ele significa? Esse número tem nome: IGP-M, ou seja, sigla para Índice Geral de Preços do Mercado.

Pense no IGP-M como um termômetro gigante da economia brasileira. Assim como um termômetro mede se você está com febre, da mesma forma o IGP-M mede se os preços da economia estão ‘com febre’ – isto é, subindo muito rápido (inflação alta) ou esfriando (inflação baixa).

IGP-M vs IPCA: Qual índice é melhor para seu aluguel?

Conceito Descrição Exemplo prático
IGP-M Inclui preços atacado (60%), varejo (30%) e construção civil (10%) Aluguel de R$ 1.000 com IGP-M 15% = R$ 1.150
IPCA Foca nos preços que famílias de 1 a 40 salários mínimos consomem Aluguel de R$ 1.000 com IPCA 8% = R$ 1.080
Percentual Fixo Taxa fixa acordada no contrato, independe da economia Aluguel de R$ 1.000 com 6% fixo = R$ 1.060

Calculado todo mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele funciona como uma média dos preços de tudo: desde o tomate no supermercado até o aço usado para construir prédios. Além disso, é diferente do IPCA (que mede mais o que você compra no dia a dia) porque o IGP-M olha também para os preços no atacado e na construção civil.

Por que isso afeta o seu bolso?

Aqui está o pulo do gato: a maioria dos contratos de aluguel no Brasil usa o IGP-M para reajustar o valor anual. Ou seja, é como se fosse um ‘corretor automático’ do seu aluguel.

Por exemplo, imagine que você paga R$ 1.200 de aluguel. Se o IGP-M do ano foi de 10%, portanto seu novo aluguel será R$ 1.320 (R$ 1.200 + 10% = R$ 120 a mais). Simples assim!

Contudo, não é só no aluguel. Muitos contratos de financiamento imobiliário, seguros e até alguns investimentos usam o IGP-M como referência. Em outras palavras, é como se ele fosse o ‘padrão ouro’ para corrigir valores ao longo do tempo.

Como funciona na prática?

O IGP-M é calculado juntando três cestas de preços diferentes, ou seja, como se fosse uma receita de bolo com três ingredientes principais:

  • IPA (60% da receita): Preços no atacado – por exemplo, o preço da saca de arroz que o supermercado compra
  • IPC (30% da receita): Preços no varejo – isto é, o que você paga no supermercado
  • INCC (10% da receita): Custos da construção civil – ou seja, cimento, tijolo, mão de obra

A FGV coleta esses preços do dia 21 de um mês até o dia 20 do mês seguinte. Por isso você vê ‘IGP-M de setembro’ se referindo aos preços coletados de 21 de agosto a 20 de setembro.

Em 2021, por exemplo, o IGP-M acumulou alta de 17,78% – um dos maiores aumentos da história. Dessa forma, isso fez muita gente sentir no bolso na hora do reajuste do aluguel.

O que acompanhar

Se você paga aluguel ou tem financiamento atrelado ao IGP-M, portanto fique de olho na divulgação mensal do índice (sempre no final do mês). Além disso, sites como o do Banco Central e da FGV publicam os números.

Uma dica de ouro: quando for negociar um contrato novo, compare sempre IGP-M com IPCA. Por vezes, vale a pena tentar trocar o índice, sobretudo quando o IGP-M está muito volátil.

Lembre-se: conhecer o IGP-M é como entender as regras do jogo financeiro. Por conseguinte, quanto mais você souber, melhor poderá se planejar e negociar.

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