O dólar comercial é, portanto, o preço oficial do dólar usado por empresas e bancos no Brasil. Quando o jornal diz “dólar fechou a R$ 5,25”, ou seja, está falando dessa cotação — a mesma que vale para importações, exportações e grandes investimentos.
O que é o dólar comercial
Existem três tipos de dólar no Brasil. Dessa forma, temos o comercial (para empresas), o turismo (para viagens) e o paralelo (ilegal). Contudo, o comercial é o mais importante: assim, movimenta bilhões de reais por dia e serve de referência para toda a economia.

📊 Número do Dia — US$ 350 bilhões: dinheiro que o Brasil guarda como reserva para proteger nossa moeda
Como funciona a determinação do câmbio
Desde 1999, o Brasil deixa o mercado definir o preço do dólar livremente — como numa feira, onde oferta e procura determinam o valor. Por conseguinte, nenhum órgão do governo escolhe o preço.
Quem oferece dólares? Principalmente exportadores que vendem soja, minério e outros produtos lá fora. Além disso, eles precisam trocar os dólares por reais para pagar funcionários e custos no Brasil.
Quem quer comprar dólares? Sobretudo importadores (para comprar produtos de fora), investidores (para mandar dinheiro para outros países) e brasileiros que vão viajar.
O papel do Banco Central
O Banco Central não escolhe o preço do dólar, no entanto, intervém quando a moeda oscila muito rápido — visto que isso pode quebrar empresas e bagunçar a economia. Dessa forma, as principais ferramentas são:
Leilões de swaps cambiais: uma espécie de seguro que o governo oferece contra variações bruscas do dólar. Assim, protege empresas de prejuízos quando a moeda dispara ou despenca.
Venda direta de dólares: o governo usa suas reservas de US$ 350 bilhões para vender dólares no mercado. De fato, é como jogar mais produtos numa feira para baixar o preço.
Fatores que influenciam a alta do dólar
Vários fatores fazem o dólar subir no Brasil:
Instabilidade mundial: quando o mundo fica instável, por exemplo, investidores correm para o dólar americano — como pessoas correndo para um abrigo na tempestade. Por isso, resultado: dólar em alta no mundo todo.
Problemas nas contas do governo: quando o governo gasta mais do que arrecada por muito tempo, por outro lado, investidores ficam desconfiados. Em seguida, alguns tiram dinheiro do Brasil, aumentando a procura por dólares.
Preço das commodities: quando soja, minério e petróleo ficam baratos, portanto, o Brasil recebe menos dólares. Dessa forma, menos oferta = dólar mais caro.
Fuga de capitais: quando sai mais dinheiro estrangeiro do que entra no Brasil, por conseguinte, aumenta a corrida pelo dólar.
Por que isso importa
O dólar é, assim, o preço que afeta todo mundo no Brasil, ricos e pobres. Da mesma forma, mexe no seu bolso: do preço da gasolina ao custo do celular importado.
Dólar alto encarece combustíveis, eletrônicos, trigo (que vira pão) e remédios importados. Além disso, isso pressiona a inflação e torna a dívida do governo mais cara. Por outro lado, para quem exporta ou trabalha com turismo, é uma oportunidade de ganhar mais. Em contrapartida, para o consumidor comum, geralmente significa apertar mais o cinto.












