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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Galpões em São Paulo: menos espaço, preços anunciados maiores

A taxa de vacância dos galpões logísticos de alto padrão no Brasil caiu de 4,3% para 3,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível em três anos. Segundo levantamento da Cushman & Wakefield reportado pela Folha de S.Paulo, São Paulo puxou a ocupação, com destaque para o comércio eletrônico.

Vacância dos galpões paulistas cai a 2,7% e preços anunciados sobem. Entregas previstas até 2027 podem ampliar opções e mudar a negociação dos aluguéis.

O avanço paulista concentrou 439,5 mil dos 599 mil metros quadrados de absorção líquida registrados no país no trimestre. Esse indicador mede a área ocupada descontadas as devoluções. No estado, a parcela de espaços vagos caiu de 3,9% para 2,7%, mesmo com a entrega de 259,4 mil metros quadrados de novos galpões no período.

O comércio eletrônico teve papel importante nessa procura. Segundo a Folha de S.Paulo, o Mercado Livre apareceu em seis das nove maiores locações listadas pela Cushman & Wakefield, somando cerca de 248 mil metros quadrados. O volume equivale a aproximadamente 31% de toda a área alugada no país no trimestre, uma medida diferente da absorção líquida, que desconta as devoluções.

Menos opções, maior poder de negociação

Para empresas que precisam armazenar e distribuir mercadorias, a disponibilidade de galpões influencia tanto a escolha da localização quanto a negociação do aluguel. Quando sobram poucos imóveis adequados, o proprietário pode ganhar margem para pedir mais. A empresa interessada, por sua vez, precisa avaliar se uma alternativa mais barata compensa eventuais custos adicionais de transporte.

No mercado paulista, o preço médio anunciado passou de R$ 32,62 para R$ 37,42 por metro quadrado. São valores pedidos pelos proprietários para áreas vagas, não aluguéis efetivamente contratados. A composição da oferta também importa: a consultoria atribui parte da alta em Cajamar à entrada de área disponível em um empreendimento caro. Portanto, a média não significa que todos os imóveis tenham encarecido na mesma proporção.

A oferta prevista pode mudar a negociação

A escassez tampouco é uniforme. Jundiaí registrou vacância de apenas 0,1%, enquanto Guarulhos chegou a 4%, após devoluções e a entrega de um empreendimento sem ocupante. Essa diferença mostra por que a taxa estadual não substitui a avaliação de cada localização.

Segundo a Cushman, São Paulo deve receber quase 700 mil metros quadrados até o fim de 2026, além de 462 mil em 2027. São entregas previstas, não espaços já disponíveis. Se forem concluídas e ampliarem as opções nas regiões procuradas, poderão limitar o poder dos proprietários de elevar preços. O resultado dependerá do encontro entre esses novos galpões e a procura: construir mais oferece alívio apenas onde as empresas encontram localização e condições adequadas à operação.

📊 Número do Dia

2,7% : Taxa de vacância dos galpões logísticos de alto padrão em São Paulo no terceiro trimestre de 2026, ante 3,9% no trimestre anterior.

Por que isso importa

A menor disponibilidade de galpões pode fortalecer os proprietários na negociação e elevar custos de ocupação das empresas. As entregas previstas podem ampliar alternativas, dependendo da localização e da procura.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/sao-paulo-puxa-locacoes-de-galpoes-logisticos-e-derruba-taxa-de-vacancia-do-brasil.shtml