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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Fim da 6×1 põe horários de pico no centro

Unimar, Loggi, Pizza Prime e Klivex planejam ou já adotam mudanças nas jornadas para cobrir os períodos de maior demanda, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 20 de outubro de 2026. A preocupação é manter a operação durante a transição para jornadas menores.

Empresas reorganizam escalas para cobrir picos de demanda com o fim da 6x1. Menos horas com salário preservado exigem ganhos de produtividade e gestão.

Segundo a Folha de S.Paulo, o Congresso promulgou na sexta-feira (16) a emenda constitucional que encerra a escala 6×1, de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto prevê escala 5×2, com cinco dias trabalhados e dois de folga, e 42 horas semanais após 60 dias da promulgação. A jornada deve chegar a 40 horas em até 14 meses, sem redução salarial.

Esse calendário separa a mudança aprovada da adaptação operacional. Para as empresas ouvidas, o problema não é apenas distribuir menos horas na semana: é garantir que elas estejam disponíveis quando chegam encomendas, clientes ou navios.

Menos horas exigem cobertura mais precisa

Com salário preservado e jornada menor, o custo por hora de cada empregado aumenta. O custo por entrega, venda ou atendimento, porém, depende também de quanto a equipe consegue produzir nesse tempo. Se processos melhores reduzirem esperas e retrabalho, parte da pressão poderá ser absorvida sem ampliar proporcionalmente o quadro.

A Unimar, grupo de agenciamento marítimo com 370 funcionários, estrutura banco de horas, negocia com o sindicato e utiliza inteligência artificial em atividades como auditorias entre sistemas. Como a operação de navios não permite horários fixos, a empresa busca combinar flexibilidade de jornada com redução do trabalho necessário para tarefas de apoio.

Na Klivex, distribuidora de produtos de limpeza, higiene e descartáveis, a solução anunciada diferencia duas operações. As lojas terão folgas rotativas, com domingo livre e outro descanso na semana. O centro de distribuição adotará jornada de segunda a sexta, com 42 horas. A organização procura preservar tanto a abertura aos sábados quanto o atendimento a empresas e ao comércio eletrônico.

O teste é entregar com equipes mais descansadas

A Loggi testou a escala 5×2 em turnos de Cajamar, na Grande São Paulo, em outubro de 2025, antes da Black Friday. A empresa classificou os resultados como positivos e afirmou que a experiência deu segurança para ampliar a iniciativa em 2026. O relato é uma avaliação da companhia, sem indicadores quantitativos apresentados no material.

Na Pizza Prime, a demanda à noite, nos fins de semana e nos feriados orienta o planejamento. É nesse encaixe que a mudança será testada: se a reorganização e a produtividade compensarem as horas reduzidas nos momentos de maior movimento, será possível preservar o serviço com mais descanso. Caso contrário, manter a mesma cobertura poderá exigir contratações e elevar custos.

📊 Número do Dia

42 horas semanais : Jornada prevista para 60 dias após a promulgação da emenda, segundo a Folha; o texto estabelece 40 horas em até 14 meses, sem redução salarial.

Por que isso importa

A redução da jornada com salário preservado aumenta o custo por hora. O efeito sobre o custo do atendimento dependerá da capacidade de reorganizar equipes e produzir mais por hora, sobretudo nos períodos de maior movimento.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/empresas-buscam-cobrir-picos-de-demanda-com-menos-horas-apos-fim-da-6×1.shtml