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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Peça com Nanini expõe falha de planejamento da acessibilidade

A apresentação de “Fim de Partida”, com Marco Nanini, em Porto Alegre, no domingo, 18, prosseguiu sem interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) após uma interrupção. Segundo a Revista Oeste, a produtora assumiu a responsabilidade pela falha técnica que impediu a manutenção do recurso.

Peça com Marco Nanini continuou sem Libras em Porto Alegre. Produtora admitiu falha técnica, expondo o papel do planejamento na acessibilidade cultural.

A Pequena Central de Produções Artísticas, responsável pela montagem e da qual Nanini é sócio, informou que o posicionamento da intérprete era incompatível com a iluminação. A empresa reconheceu não ter verificado previamente as condições necessárias para garantir a acessibilidade e pediu desculpas ao público surdo, à profissional e aos demais envolvidos.

Segundo relatos nas redes sociais reproduzidos pela Revista Oeste, Nanini reclamou da sombra projetada pela intérprete e pediu sua saída. Houve vaias e manifestações de apoio ao ator. Pessoas surdas deixaram o teatro, acompanhadas por espectadores ouvintes em solidariedade. A consequência documentada foi a interrupção do acesso à apresentação para parte do público.

Acessibilidade faz parte da entrega

O problema econômico está na diferença entre manter o espetáculo em cartaz e entregar um serviço que o público consiga utilizar. Para espectadores que dependem da interpretação em Libras, a continuidade da encenação sem esse recurso não preserva a mesma experiência. A realização da peça, sozinha, não garante a entrega do serviço acessível.

Nesse caso, iluminação e interpretação precisavam funcionar juntas. Verificar essa compatibilidade antes da sessão exige coordenação técnica e tempo de preparação. Se essa etapa evita uma interrupção durante o espetáculo, seu benefício não se limita à organização do palco: também preserva o acesso do público à atividade cultural.

A produtora afirmou ter tentado solucionar o problema durante a interrupção, sem sucesso. A Fundação Theatro São Pedro, responsável pelo complexo cultural, também relatou tentativas de mediação e de encontrar alternativas técnicas. Isso mostra a diferença entre buscar uma correção com a apresentação em andamento e testar previamente as condições de funcionamento.

O custo aparece na qualidade do serviço

O material não informa preços de ingressos, reembolsos ou perdas financeiras. Portanto, não cabe estimar prejuízo de receita. O efeito observado foi sobre a qualidade e a possibilidade de uso do serviço. Se episódios assim reduzirem a confiança de espectadores na acessibilidade oferecida, poderão também afetar sua disposição de frequentar futuras sessões.

A falha reconhecida pela produtora indica onde a prevenção pode produzir resultado: integrar a interpretação ao planejamento técnico, em vez de depender de ajustes durante a sessão. No teatro, preparar a acessibilidade é parte de tornar a apresentação efetivamente disponível ao público que precisa dela.

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Por que isso importa

A continuidade de uma apresentação não garante que o serviço permaneça acessível. A compatibilidade entre iluminação e interpretação afeta diretamente a qualidade entregue e a possibilidade de participação de parte do público.


Fonte original: https://revistaoeste.com/curiosidades/marco-nanini-pede-saida-de-interprete-de-libras-e-e-vaiado/