Um vereador da cidade afirmou que 90% das transações realizadas nesses caixas eletrônicos de criptomoedas estão ligadas a fraudes, classificando as máquinas como “canal para o crime”. Bitcoin ATMs são terminais físicos que permitem a compra e venda de criptomoedas usando dinheiro em espécie ou cartões, funcionando de forma parecida com caixas eletrônicos de banco, mas sem a intermediação de uma instituição financeira tradicional. Conforme a Decrypt, a medida foi aprovada pelo conselho municipal após relatos de que os equipamentos vinham sendo usados em esquemas de golpe.
A decisão de Albuquerque reflete uma preocupação crescente nos Estados Unidos com o uso de Bitcoin ATMs em fraudes. Esses terminais costumam cobrar taxas elevadas (muitas vezes acima de 10% por transação, segundo dados públicos do setor) e oferecem pouca rastreabilidade, o que os torna atrativos para criminosos que aplicam golpes em vítimas vulneráveis, especialmente idosos. A título de comparação, transferências bancárias tradicionais no Brasil são rastreáveis pelo Banco Central e pelas instituições financeiras, o que dificulta esse tipo de operação.
Para contextualizar o cenário brasileiro, caixas eletrônicos de Bitcoin ainda são raros no país, mas exchanges locais como Mercado Bitcoin e Foxbit operam sob supervisão da Receita Federal e devem seguir regras de prevenção à lavagem de dinheiro. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Banco Central vêm endurecendo a regulação sobre ativos digitais, exigindo identificação completa dos usuários em todas as plataformas. Isso significa que, no Brasil, a compra de criptomoedas por meios anônimos enfrenta barreiras regulatórias mais rígidas do que em algumas cidades americanas.
Segundo conhecimento de mercado, os Estados Unidos possuem mais de 30 mil Bitcoin ATMs espalhados pelo país, um número que cresceu rapidamente nos últimos anos. No entanto, autoridades locais e federais têm alertado para o uso desses equipamentos em golpes do tipo “romance scam” (golpes amorosos) e fraudes envolvendo falsos funcionários de governo. A medida de Albuquerque pode servir de precedente para outras cidades americanas que enfrentam problemas semelhantes.
📊 Número do Dia
90% , das transações em caixas eletrônicos de Bitcoin em Albuquerque estão ligadas a fraudes, segundo vereador da cidade.
Por que isso importa
A proibição em Albuquerque expõe um dilema global: como equilibrar inovação financeira e proteção ao consumidor no universo cripto. Para o investidor brasileiro, a notícia reforça a importância de usar plataformas reguladas e registradas na Receita Federal, evitando canais anônimos que podem facilitar golpes. O endurecimento regulatório nos EUA pode influenciar debates no Brasil sobre como fiscalizar pontos de venda físicos de criptomoedas, caso eles se popularizem por aqui.
Fonte original: https://decrypt.co/377939/albuquerque-bans-bitcoin-atms-giving-operators-45-days-to-remove-them


