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quinta-feira, 3 de setembro de 2026 Brasil

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Governo renova proteção tarifária para Braskem em crise

O governo federal renovou a alíquota do imposto de importação sobre seis tipos de resinas plásticas, atendendo a pedido da Braskem, maior petroquímica do Brasil, que atravessa momento de dificuldade financeira.

Governo renova imposto de importação sobre resinas plásticas para proteger Braskem, que enfrenta crise financeira. Entenda os impactos da medida.

O governo federal decidiu manter a proteção tarifária sobre resinas plásticas importadas, beneficiando diretamente a Braskem. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 28 de agosto, a medida renova as alíquotas do imposto de importação sobre seis tipos diferentes de resinas — matérias-primas essenciais para a fabricação de produtos plásticos que vão de embalagens a peças automotivas. A decisão ocorre em momento delicado para a companhia, que enfrenta dificuldades financeiras.

Resinas plásticas são, em termos simples, os “ingredientes básicos” da indústria do plástico — imagine-as como a farinha para uma padaria. Quando o governo mantém ou aumenta o imposto de importação desses produtos, ele encarece a entrada de resinas estrangeiras no Brasil, tornando a produção nacional relativamente mais competitiva. É uma forma de proteger a indústria local da concorrência internacional, especialmente de países como China e Estados Unidos, onde a produção petroquímica opera em escala muito maior e com custos frequentemente menores.

A título de comparação, países como os Estados Unidos adotam políticas semelhantes em setores estratégicos, mas frequentemente combinam proteção tarifária com subsídios diretos à produção. No Brasil, a proteção via imposto de importação é uma das principais ferramentas de política industrial disponíveis, especialmente em setores intensivos em capital como a petroquímica. A Braskem, controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e pela Petrobras, é praticamente a única grande produtora de resinas petroquímicas no país, o que torna a empresa estratégica para diversas cadeias industriais.

A renovação da alíquota sinaliza que o governo reconhece a importância de manter a capacidade produtiva nacional em um setor que emprega milhares de pessoas e abastece indústrias essenciais. Contudo, a medida também reflete a fragilidade da Braskem: empresas saudáveis financeiramente geralmente dependem menos de proteções governamentais para competir. A companhia enfrenta desafios que incluem endividamento elevado e necessidade de investimentos em modernização.

Por que isso importa

Para o consumidor brasileiro, a manutenção da tarifa pode significar preços ligeiramente mais altos em produtos plásticos, já que a proteção reduz a concorrência de importados mais baratos. Para a indústria nacional, representa fôlego para a Braskem reorganizar suas finanças sem perder mercado de forma abrupta. Para o governo, é um equilíbrio delicado: proteger empregos e capacidade industrial sem onerar excessivamente consumidores e empresas que dependem dessas resinas como insumo.

📊 Número do Dia

6 tipos — Número de resinas plásticas que tiveram a alíquota de importação renovada pelo governo para proteger a Braskem

Por que isso importa

A renovação da proteção tarifária mantém a competitividade da Braskem no curto prazo, preservando empregos e capacidade industrial estratégica. Porém, também pode resultar em custos mais altos para indústrias que dependem dessas resinas e, indiretamente, para o consumidor final. A medida evidencia a fragilidade financeira da principal petroquímica brasileira e a dependência do setor de políticas governamentais para sobreviver à concorrência internacional.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-atende-braskem-e-renova-aliquota-de-importacao-de-resinas-de-plastico.shtml