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quinta-feira, 3 de setembro de 2026 Brasil

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Bitcoin resiste a petróleo em alta e Fed mais duro

O Bitcoin manteve-se estável no início de setembro de 2026, segundo reportagem do The Block publicada em 1º de setembro, resistindo ao aumento do preço do petróleo e às crescentes apostas de que o Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) elevará os juros ainda este mês.

Bitcoin resiste a petróleo em alta e apostas de juros mais altos nos EUA, encerrando agosto de 2026 com melhor desempenho desde 2017. Entenda o impacto.

O Bitcoin encerrou agosto de 2026 com o melhor desempenho mensal desde 2017, conforme reportou o The Block, mesmo diante de um cenário macroeconômico que historicamente pressiona ativos de risco. A criptomoeda manteve-se firme enquanto o preço do petróleo subia e investidores aumentavam suas apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevará a taxa básica de juros em setembro. Para contextualizar, juros mais altos nos Estados Unidos costumam tornar investimentos tradicionais (como títulos do governo) mais atraentes, desviando capital de ativos voláteis como criptomoedas e ações de tecnologia.

A resistência do Bitcoin neste cenário chama atenção porque contraria o padrão observado em períodos anteriores de aperto monetário. Quando o Fed sobe juros, o dólar tende a se fortalecer e investidores geralmente reduzem exposição a ativos considerados especulativos. O petróleo em alta, por sua vez, pressiona a inflação global, o que historicamente também afeta negativamente criptomoedas. Segundo a reportagem, o mercado aguarda agora os dados de emprego dos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira seguinte, que podem influenciar a decisão do Fed.

Para o investidor brasileiro, esse movimento tem implicações diretas. ETFs de Bitcoin negociados na B3, como QBTC11 e BITH11, tendem a acompanhar o desempenho da criptomoeda no exterior, ajustados pela variação cambial. Em momentos de alta do dólar (comum quando o Fed sobe juros), o Bitcoin cotado em reais pode apresentar valorização adicional, mesmo que o preço em dólares permaneça estável. A título de comparação, ações da Petrobras raramente sobem ou caem mais de 3% num único pregão, enquanto o Bitcoin pode oscilar 8% ou mais em 24 horas, o que ilustra a volatilidade característica do ativo.

Historicamente, agosto costuma ser um mês fraco para criptomoedas, com volumes de negociação menores devido ao período de férias no hemisfério norte. O desempenho de agosto de 2026, portanto, representa uma quebra de padrão sazonal, sinalizando demanda sustentada mesmo em condições adversas. Segundo conhecimento de mercado, o último agosto tão forte para o Bitcoin havia sido em 2017, ano marcado pela corrida especulativa que levou a criptomoeda a atingir, meses depois, seu então recorde histórico próximo a US$ 20 mil.

📊 Número do Dia

Agosto de 2017 , Última vez que o Bitcoin teve desempenho mensal tão forte em agosto, antes de 2026, segundo o The Block.

Por que isso importa

A capacidade do Bitcoin de resistir a pressões macroeconômicas tradicionais (petróleo em alta e juros subindo) sugere amadurecimento do ativo como reserva de valor alternativa. Para o investidor brasileiro, isso reforça a tese de diversificação: enquanto a Selic (taxa básica de juros brasileira) e os juros americanos sobem, o Bitcoin demonstra comportamento descorrelacionado, funcionando como contrapeso em carteiras expostas a renda fixa e ações. A confirmação desse padrão dependerá dos dados de emprego americanos e da decisão do Fed em setembro.


Fonte original: https://www.theblock.co/news/markets/2026-09-01-bitcoin-defies-oil-price-spike-and-rising-fed-hike-bets-after-best-august-since-2017-413218