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segunda-feira, 17 de agosto de 2026 Brasil

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Pix atinge 82% dos brasileiros em três anos

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra que 82% dos brasileiros já utilizam o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em novembro de 2020. O levantamento revela uma divisão geracional clara: enquanto 94% dos jovens entre 16 e 34 anos usam a ferramenta, apenas 48% das pessoas com 60 anos ou mais adotaram o método.

Pix atinge 82% dos brasileiros em menos de 4 anos, com 94% de adesão entre jovens. Entenda o impacto para cidadãos, empresas e o sistema financeiro.

O Pix — sistema que permite transferências e pagamentos em segundos, 24 horas por dia, direto pelo celular — alcançou 82% da população brasileira, segundo pesquisa divulgada pela CNN Brasil. O número impressiona especialmente quando se considera que a ferramenta foi lançada há menos de três anos e meia pelo Banco Central (BC), a autoridade que controla a política monetária e supervisiona o sistema financeiro do país.

A adesão, porém, não é uniforme. Entre os jovens de 16 a 34 anos, 94% já usam o Pix, enquanto apenas 48% das pessoas com 60 anos ou mais adotaram o sistema. A diferença reflete tanto a familiaridade das gerações mais novas com tecnologia quanto a desconfiança de parte da população mais velha em relação a novos métodos digitais — um padrão observado em diversos países quando sistemas de pagamento eletrônico são introduzidos.

Comparação internacional

A título de comparação, o Brasil avançou mais rápido que a Índia, onde o UPI (sistema semelhante ao Pix) levou cerca de cinco anos para atingir penetração equivalente após seu lançamento em 2016. Nos Estados Unidos, por outro lado, transferências instantâneas ainda dependem de aplicativos privados como Venmo e Zelle, sem um sistema público unificado como o brasileiro. A Europa também caminha para criar um sistema pan-europeu de pagamentos instantâneos, mas ainda enfrenta fragmentação entre países.

O sucesso do Pix pode ser explicado por três fatores: gratuidade para pessoas físicas (diferente das taxas cobradas em cartões de débito e crédito), simplicidade de uso e integração obrigatória de todos os bancos ao sistema. É como se o governo tivesse criado uma “linguagem comum” que obriga todos os bancos a conversarem entre si instantaneamente, eliminando intermediários e custos.

Número do dia

94% é a taxa de adoção do Pix entre jovens de 16 a 34 anos, quase o dobro da penetração entre pessoas com 60 anos ou mais (48%), segundo a pesquisa. A diferença de 46 pontos percentuais entre as gerações mostra que, apesar do sucesso geral, ainda há espaço para crescimento conforme a população envelhece e se familiariza com a tecnologia.

📊 Número do Dia

94% , dos jovens entre 16 e 34 anos já usam o Pix, quase o dobro da taxa entre pessoas com 60 anos ou mais

Por que isso importa

Para o cidadão, o Pix representa economia direta: elimina taxas de TED, DOC e até de boletos em muitos casos. Para empresas, reduz custos com maquininhas de cartão (que cobram entre 2% e 5% por transação) e acelera o recebimento — o dinheiro cai na hora, não em 30 dias. Para investidores, o dado sinaliza uma mudança estrutural no sistema financeiro brasileiro: bancos tradicionais perdem receita de tarifas, enquanto fintechs ganham terreno ao oferecer serviços gratuitos baseados no Pix. A divisão geracional, por sua vez, indica que o potencial de crescimento ainda é grande conforme a população se digitaliza.


Fonte original: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/financas/82-dos-brasileiros-usam-pix-mostra-pesquisa/