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US$ 4 bilhões migram para ponte da Chainlink após ataque hacker

US$ 4 bilhões migram da LayerZero para Chainlink após ataque de US$ 292 milhões ao Kelp DAO. Entenda a crise das pontes entre blockchains.
A Lombard, protocolo de Bitcoin líquido, anunciou em 15 de maio de 2026 a migração de sua infraestrutura da LayerZero para a ponte da Chainlink. A mudança ocorre após o ataque hacker ao Kelp DAO, que drenou US$ 292 milhões da ponte da LayerZero, gerando uma onda de desconfiança no setor.

Pontes entre blockchains (estruturas que permitem transferir ativos de uma rede para outra, como mover Bitcoin para Ethereum) enfrentam crise de confiança após um dos maiores ataques do ano. Segundo a CoinDesk, a Lombard é apenas a mais recente de uma série de projetos que abandonaram a LayerZero nas últimas semanas. No total, US$ 4 bilhões em ativos já migraram para a ponte da Chainlink, rival direta no mercado de infraestrutura cross-chain (termo técnico para tecnologias que conectam diferentes blockchains).

O ataque ao Kelp DAO, ocorrido em abril de 2026, explorou uma vulnerabilidade na ponte da LayerZero. Para contextualizar a escala: US$ 292 milhões equivalem a cerca de R$ 1,5 bilhão, valor próximo ao patrimônio líquido de fundos de investimento de médio porte no Brasil. O incidente expôs um ponto crítico do ecossistema cripto: pontes entre blockchains concentram grandes volumes de ativos e, quando falham, as perdas são catastróficas.

A Chainlink, conhecida por sua rede de oráculos (sistemas que trazem dados do mundo real para dentro de blockchains), vem ganhando terreno no mercado de pontes. A empresa oferece o CCIP (Cross-Chain Interoperability Protocol), uma solução que promete maior segurança através de múltiplas camadas de validação. Conforme reportou a CoinDesk, a Lombard citou justamente a arquitetura de segurança da Chainlink como motivo principal da migração.

Para o investidor brasileiro, o episódio serve de alerta. Protocolos DeFi (bancos digitais sem banco no meio) que operam em múltiplas redes dependem dessas pontes, e a escolha da infraestrutura impacta diretamente o risco de perda total dos ativos. A título de comparação, seria como escolher entre dois sistemas de custódia para ações: um com histórico de invasões e outro com camadas adicionais de segurança. Segundo conhecimento de mercado, investidores brasileiros que alocam recursos em protocolos DeFi internacionais devem verificar qual ponte o projeto utiliza antes de depositar valores significativos.

A LayerZero, que chegou a ser avaliada em bilhões de dólares em rodadas de investimento anteriores, ainda não divulgou plano detalhado de compensação às vítimas do ataque ao Kelp DAO. Conforme dados públicos do setor, a empresa enfrenta agora o desafio de reconquistar a confiança do mercado enquanto concorrentes como Chainlink consolidam posição.

📊 Número do Dia

US$ 4 bilhões , Volume de ativos que migraram da LayerZero para a ponte da Chainlink após exploit de US$ 292 milhões no Kelp DAO

Por que isso importa

O êxodo de US$ 4 bilhões expõe a fragilidade das pontes entre blockchains, infraestrutura crítica para o funcionamento do ecossistema DeFi. Para o investidor brasileiro que aloca recursos em protocolos internacionais, o episódio reforça a necessidade de avaliar não apenas o protocolo em si, mas também a segurança da infraestrutura subjacente. A escolha entre LayerZero e Chainlink pode significar a diferença entre manter os ativos seguros ou perdê-los em um ataque hacker.


Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/05/15/lombard-joins-layerzero-exodus-as-usd4-billion-in-assets-switch-to-chainlink-s-bridge

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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