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Bitwise assume fundo tokenizado de US$ 267 milhões da Superstate

Bitwise assume fundo tokenizado de US$ 267 milhões da Superstate, mantendo contratos inteligentes e ticker. Entenda o impacto para o mercado cripto.
A Bitwise, gestora de ativos digitais dos Estados Unidos, anunciou em 7 de maio de 2025 a aquisição do Crypto Carry Fund da Superstate, um fundo tokenizado (ou seja, representado por tokens em blockchain) que administra US$ 267 milhões, segundo reportagem da The Block.

A operação marca um movimento de consolidação no mercado de fundos cripto tokenizados, produtos que combinam gestão profissional de ativos digitais com a tecnologia blockchain. Segundo a The Block, o fundo será renomeado para Bitwise Crypto Carry Fund, mas manterá o mesmo ticker (código de negociação), os mesmos smart contracts (contratos que se executam automaticamente quando certas condições são cumpridas) e o mesmo endereço de token na blockchain. Para contextualizar: isso significa que investidores que já possuem cotas do fundo não precisarão fazer nada, pois a estrutura técnica permanece intacta.

Fundos tokenizados são uma categoria relativamente nova no mercado cripto: em vez de cotas tradicionais, os investidores recebem tokens digitais que representam sua participação. Esses tokens podem ser transferidos e auditados em tempo real na blockchain, funcionando como um registro público que qualquer pessoa pode consultar (similar a um cartório aberto a todos). O Crypto Carry Fund da Superstate opera nesse modelo, permitindo que investidores institucionais acessem estratégias de criptomoedas com a transparência e a liquidez que a tecnologia blockchain oferece.

Para o investidor brasileiro, a operação ilustra uma tendência global: grandes gestoras estão apostando em produtos cripto estruturados e regulados. No Brasil, fundos de criptomoedas ainda operam majoritariamente fora da blockchain, com cotas tradicionais registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A título de comparação, ETFs cripto negociados na B3, como HASH11 e QBTC11, também não são tokenizados: são fundos convencionais que investem em Bitcoin ou outras criptomoedas, mas suas cotas não circulam em blockchain. A aquisição da Bitwise sinaliza que o mercado americano está um passo à frente na adoção de infraestrutura blockchain para produtos financeiros regulados.

A Bitwise é conhecida por sua atuação em ETFs de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos, mercado que movimenta bilhões de dólares. A incorporação de um fundo de US$ 267 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão, em conversão aproximada) reforça a estratégia da gestora de expandir sua oferta de produtos cripto institucionais. Segundo dados públicos de mercado, fundos tokenizados ainda representam uma fatia pequena do universo cripto, mas vêm crescendo à medida que reguladores e investidores institucionais ganham confiança na tecnologia.

📊 Número do Dia

US$ 267 milhões , Volume administrado pelo fundo tokenizado da Superstate, agora sob gestão da Bitwise (cerca de R$ 1,5 bilhão em conversão aproximada)

Por que isso importa

A aquisição mostra que grandes gestoras americanas estão consolidando o mercado de fundos cripto tokenizados, produtos que combinam blockchain com gestão profissional. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de acompanhar a evolução regulatória local: enquanto os EUA avançam em fundos nativos de blockchain, o Brasil ainda opera majoritariamente com estruturas tradicionais. A tendência pode pressionar CVM e Banco Central a debater regras para tokenização de fundos no país, especialmente com a chegada do Drex (o real digital brasileiro).


Fonte original: https://www.theblock.co/post/400415/bitwise-to-takeover-superstates-267-million-tokenized-crypto-carry-fund?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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