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Taxa Selic: O ‘Termômetro’ da Economia que Mexe com Seu Dinheiro

Entenda como as decisões do Copom sobre juros básicos impactam desde seu cartão até investimentos
Gráfico mostrando a variação da taxa Selic ao longo do tempo com elementos visuais em azul marinho e dourado

Você sabia que existe uma taxa que funciona como o ‘termômetro’ da economia brasileira e, além disso, influencia diretamente quanto você paga no cartão de crédito e quanto rende sua poupança? É a taxa Selic, e ela mexe com o seu bolso mais do que você imagina.

A Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira. Dessa forma, pense nela como o ‘preço do dinheiro’ no país. Ou seja, é como se fosse a taxa que o governo cobra para emprestar dinheiro para os bancos, ou paga quando pega dinheiro emprestado deles.

Como a Taxa Selic Afeta Seus Investimentos e Dívidas

Produto Financeiro Selic Alta (acima de 10%) Selic Baixa (abaixo de 7%)
Poupança Rende mais (cerca de 7% ao ano) Rende menos (cerca de 4,9% ao ano)
Cartão de Crédito Juros mais altos (acima de 400% ao ano) Juros menores (mas ainda altos)
Tesouro Selic Boa rentabilidade conservadora Baixa rentabilidade
Financiamentos Prestações mais caras Prestações mais baratas
Ações Menos atrativas Mais atrativas para investidores

Funciona assim: quando o Banco Central quer controlar a inflação, ele mexe nessa taxa. Por exemplo, se a inflação está alta, ele aumenta a Selic para ‘esfriar’ a economia. Por outro lado, se a economia está parada, ele diminui para estimular o consumo.

Por que isso afeta o seu bolso?

Imagine a Selic como o pai de todas as outras taxas de juros do país. Portanto, quando ela sobe, é como um efeito dominó: os juros do cartão de crédito sobem, o financiamento da casa fica mais caro, mas a poupança rende mais.

Quando a Selic desce, acontece o contrário: fica mais barato pegar empréstimo, contudo investimentos conservadores (como poupança e CDB) rendem menos. É por isso que muita gente migra para ações quando a Selic está baixa.

Vamos a um exemplo prático: com a Selic a 10,75% ao ano (taxa atual em 2024), se você tem R$ 10.000 na poupança, vai ganhar cerca de R$ 70 por mês. No entanto, se a Selic subir para 13%, esse mesmo dinheiro renderá aproximadamente R$ 85 mensais.

Como funciona na prática?

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne a cada 45 dias para definir a Selic. Em outras palavras, é como uma mesa-redonda de economistas decidindo se vão ‘apertar’ ou ‘afrouxar’ os juros.

Essa decisão impacta imediatamente os bancos. Assim, se você usa Nubank, Inter ou qualquer banco digital, vai notar que quando a Selic sobe, eles rapidamente aumentam o rendimento do CDB deles. De fato, é matemática pura: eles conseguem emprestar dinheiro para o governo a uma taxa maior, portanto podem pagar mais para você também.

Por outro lado, se você tem dívidas no cartão ou está pensando em financiar um carro, uma Selic alta significa contas mais salgadas. Visto que os bancos vão cobrar juros mais altos porque eles mesmos estão pagando mais caro pelo dinheiro.

O que acompanhar

Fique de olho nas reuniões do Copom – elas acontecem 8 vezes por ano. Anteriormente a cada reunião, os jornais especulam se a taxa vai subir, descer ou ficar igual.

Uma dica de ouro: se você tem dívidas e a Selic está baixa, aproveite para quitar. Da mesma forma, se tem dinheiro guardado e a Selic está alta, considere investimentos atrelados a ela, como Tesouro Selic ou CDBs que pagam um percentual da taxa.

Finalmente, a Selic é como o maestro de uma orquestra financeira – ela dá o tom para toda a economia. Por conseguinte, entender seus movimentos é o primeiro passo para tomar decisões mais inteligentes com seu dinheiro.

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